Um rebanho bovino de 29,2 milhões de cabeças concede a Mato Grosso a condição de maior produtor de carne do país. A marca é histórica e considerada de grande impotância para o estado, que conseguiu alcançar uma alta produtividade, mesmo convivendo com as adversidades do último ano, como por exemplo a morte de pastagens, o que resultou no incentivo de alternativas para a produção.
Com a redução de áreas destinadas a pastagens, foi preciso recorrer à recursos como melhorar o manejo, adotar o confinamento e abater os animais ainda mais novos, o que possibilitou aumentar a quantidade do rebanho. Com essa alta de produtividade, a estimativa é que a pecuária no estado cresça 2% anualmente e ultrapasse os 30 milhões de cabeças até 2020, conforme ressalta estudo da Pecuária Rural.
Luciano Vaccari, superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) detalha que a falta de pasto incentivou a busca por outras formas de engordar o gado, inovações que se tornaram o grande negócio de 2011. “O ano foi marcada pela estabilidade; o estado conseguiu abastecer o mercado interno e externo”, afirmou.
Os dados foram confirmados pelo Instituto de Defesa Animal e Vegetal de Mato Grosso (Indea) com base na análise da vacinação contra a aftosa em novembro do último ano. Os números comprovaram que o estado está produzindo mais em um reduzido espaço, o que evita ainda a abertura de novas áreas para a pastagem.