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Notícias / Artigos e Opinão

13 Jul 2016 - 15:30

Futuro vem que vem

Agência da Notícia com Onofre Ribeiro

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 O compositor Alceu Valença parece profético quando fala: “tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais”. Se poderia dizer em relação ao futuro de Mato Grosso. Vamos a algumas evidências. O ex-presidente do Banco Central da era FHC, Gustavo Loyola disse em Cuiabá na abertura do 11º. Circuito Aprosoja, na semana passada, que Mato Grosso será o estado que mais crescerá no Brasil de 2017 em diante. A causa: produção de alimentos. Os cenários apontam um possível crescimento do PIB em 1,2% em 2017. Somados aos atuais 4,5% negativos, o Brasil crescerá 5,7%. É um excelente crescimento partindo do atual fundo do poço. Em 2018 deverá chegar a 2,3%, que somados aos 5,7% chegará a 8%. Um crescimento extraordinário!

Se o crescimento da produção de grãos vai alavancar o país, então é preciso considerar que Mato Grosso está diante de uma encruzilhada cruel diante de si mesmo. Pelo visto hoje, os setores produtivos estão prontos pra cumprir o papel de produzir 88 milhões de toneladas de grãos e crescer 88% em relação a 2016. Mas a pergunta é: o governo do estado está pronto pra responder pelo seu papel? A resposta será não sem uma profunda reforma estrutural pra dar-lhe funcionalidade e deixar de ser um elefante branco gastador e sem resultados.

Lembro-me de uma reunião da diretoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso, quando o presidente Jandir Milan pediu-me pra comentar recente declaração do então governador Silval Barbosa, de que “O Estado está quebrado”. Disse aos diretores que “Mato Grosso não está quebrado. Quebrado está o governo do Estado”. De lá pra cá quebrou muito mais, até porque naquele momento o país ia bem. Neste momento e no futuro próximo os desafios de ser o estado que mais crescerá no país impõe ao governo estadual a responsabilidade inevitável de adequar a máquina pública para a eficiência, para a funcionalidade e para um rigoroso e profundo planejamento.

Aqui entram as minhas preocupações. Se houver do governo vontade política para uma reforma cirúrgica profunda e decisiva, não enxergo técnicos preparados e nem comprometidos com a tarefa. Este será o primeiro dos problemas do governador do estado se quiser uma reforma. A sociedade e os setores produtivos querem e apóiam. Melhor ambiente é impossível!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso
onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

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