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Notícias / Educação

4 Nov 2016 - 11:50

Além dos 191 mil afetados por ocupações, 54 mil farão o Enem 2016 em dezembro

Número se refere aos detentos e menores cumprindo medidas socioeducativas, e é 19% em 2016 do que na edição de 2015.

Do G1

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, nesta quinta-feira (3), que 54.347 pessoas privadas de liberdade ou internos cumprindo medidas socioeducativas estão inscritos para a edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que será aplicado nos dias 13 e 14 de dezembro.
Conhecido como Enem PPL (pessoas privadas de liberdade), essa segunda edição do Enem é realizada todos os anos, geralmente um mês depois da aplicação do Enem regular.

Neste ano, o número de detentos inscritos nas provas é 19% mais alto do que na edição de 2015, quando 45.582 pessoas privadas de liberdade se inscreveram para as provas.

O Enem PPL de 2016 será aplicado em 1.290 unidades prisionais ou de internação de menores infratores.

Mais de um Enem por ano

O Inep reiteira que realiza, todos os anos, "dois tipos de prova e, consequentemente, duas redações". Em nota, o órgão explica que "as provas do Enem têm o mesmo princípio da equivalência garantindo igualdade de condições a todos os inscritos".

As provas utilizam o mesmo modelo e têm o mesmo nível de dificuldade do Enem tradicional, sendo composto por 180 questões, subdividas em quatro grandes áreas do conhecimento: ciências humanas, ciências da natureza, matemática e linguagens e redação.

Os resultados do Enem PPL também podem ser usados para que os candidatos recebam o certificado de conclusão do ensino médio. O requisito, nesse caso, é atingir um mínimo de 450 pontos em cada uma das provas objetivas e obter pelo menos 500 pontos na redação.

Detentos aprovados no Sisu

Usando a nota do Enem PPL de 2015, muitos detentos conseguiram, em janeiro deste ano, a aprovação em vagas de graduação pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para que o presidiário seja admitido em uma universidade, é preciso obter autorização judicial, o que nem sempre acontece.

Relembre alguns exemplos:

ACRE: Condenado a mais de 16 anos de prisão,um detento de 39 anos foi aprovado no curso de direito da Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Sisu, no primeiro semestre de 2016. O detento cumpre a pena há cinco anos em Rio Branco. O sonho antigo de fazer a graduação se uniu ao desejo de tentar provar a suposta inocência pelo crime. Esta foi a quarta edição do Enem que ele fez. Em anos anteriores, ele diz que chegou a ser aprovado em educação física, agronomia e administração, mas teve negado o direito de cursar. Nessa edição do Enem, ele diz ter sido informado pelo presídio que fez 659,76 pontos no geral e alcançado a 10ª colocação pelo sistema de cotas.

Um ano antes, um detento de 23 anos no Acre conseguiu a aprovação na terceira chamada do curso de agronomia na Ufac. Preso em regime fechado e cumprindo pena de nove anos de reclusão, o detento teve, a princípio, o pedido para cursar a graduação a distância negado pela Justiça. Porém, o juiz voltou atrás na decisão e liberou o preso para ir às aulas sendo monitorado apenas pela tornozeleira. O jovem chorou ao saber da notícia.

BAHIA: No primeiro semestre, três dos 163 detentos inscritos no Sisu passaram na primeira chamada em cursos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), segundo balanço apresentado pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). Um deles, que tem 28 anos, tirou a maior nota de redação entre os presos, 920 pontos, e foi aprovado para o curso de língua estrangeira moderna ou clássica. A segunda pontuação mais alta é de um detento de 35 anos, que tirou 860 pontos na redação. Ele chegou a participar de aulas de revisão oferecidas na penitenciária onde cumpre pena e passou em dois cursos na Ufba, o de letras vernáculas e o de ciências contábeis. Já o terceiro interno, de 27 anos, passou para o curso de ciências biológicas na Ufba. Ele concluiu o segundo grau por meio de um curso oferecido na unidade, onde se tornou monitor de educação.

CEARÁ: Oito presos do sistema penitenciário do Ceará foram aprovados no Sisu do primeiro semestre desse ano na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Os detentos foram aprovados nos cursos de matemática, serviço social, educação física, pedagogia e administração na UFC, um dos mais concorridos do Ceará. O resultado é recorde no Ceará, segundo a Secretaria da Justiça.

PARÁ: No Enem PPL 2015, 400 detentos do Pará fizeram as provas e oito conseguiram aprovação em instituições de ensino superior. Desses, três foram aprovados na primeira posição dos cursos para os quais se inscreveram no Sisu. Um deles, de 42 anos, foi aprovado em primeiro lugar no curso de engenharia de pesca, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Ele já é formado em engenharia química, mas disse, em janeiro, que pretendia seguir com os estudos.
 

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