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Notícias / Educação

17 Nov 2016 - 19:20

Estudantes ocupam Escola de Referência Porto Digital, no Recife

Movimento é contrário à PEC 55 e ao sucateamento das escolas públicas. Com essa escola, Pernambuco já soma 42 prédios ocupados.

Do G1

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 Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Porto Digital, no bairro do Recife, ocuparam a instituição no início da tarde desta quinta-feira (17). Contrários à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos da União, ao sucateamento das escolas e à reforma do ensino médio, os estudantes decidiram iniciar o movimento após uma reunião na quarta (16). Com essa escola, Pernambuco já soma 42 prédios ocupados, entre colégios estaduais, reitoria e campi de universidades.

“Somos uma escola de referência e temos uma boa qualidade de ensino e de estrutura, mas a maioria das escolas públicas não têm. É por isso que somos contra esse congelamento de gastos, porque serão 20 anos sem investimentos na educação”, explica a estudante Raianne Romão. De acordo com a jovem, a ocupação foi realizada de forma pacífica.

O G1 procurou a Secretaria de Estadual de Educação, mas ainda não obteve retorno.

Na noite da quarta-feira (16), estudantes também ocuparam o Ginásio Pernambucano da Rua da Aurora, no centro do Recife. Também há registro do movimento na Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Cândido Duarte e Martins Pereira, no Recife; na Antonio Padilha, em Petrolina, Sertão; e na Conde Pereira Carneiro, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

Universidades

Estudantes ocuparam também a reitoria da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista, área central do Recife, na noite da sexta-feira (11), também contra a PEC. Na noite da quinta (10), alunos ocuparam a Faculdade de Direito do Recife, no mesmo bairro. Com ela, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) já registra 11 prédios ocupados pelo movimento. As unidades que contam com os atos de protesto estão sem aula.

Além disso, os professores da UFPE, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) decretaram greve nos últimos dias. Medidas provisórias que propõem a reforma do ensino médio também fazem parte dos motivos da paralisação das atividades dos docentes.

A PEC do teto dos gastos da União, como ficou conhecida, foi aprovada na Câmara dos Deputados como PEC 241 e seguiu para o Senado como PEC 55. Medidas provisórias que propõem a reforma do ensino médio também fazem parte dos motivos da paralisação das atividades dos docentes.

As ocupações na UPE foram suspensas para a realização das provas do Sistema Seriado de Avaliação do 3º ano, última etapa do vestibular seriado da universidade.

UFPE
A Faculdade de Direito do Recife (FDR) está sendo alvo de disputa entre estudantes, que ocupam o prédio desde a quinta-feira (10), e a reitoria da UFPE, que conseguiu na Justiça uma liminar que determina a reintegração de posse do prédio. A decisão em primeira instância, no entanto, foi temporariamente suspensa por um desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

Além da Faculdade de Direito, os estudantes da UFPE também ocupam o Centro de Educação (CE), o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), o Centro de Artes e Comunicação (CAC), o Centro de Biociência (CB) e o Núcleo Integrado de Atividades de Ensino (Niate), que atende o CFCH e o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), e o Núcleo de Educação Física e Desportos (NEFD), todos localizados no campus na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.

Há ainda ocupações nos campi da UFPE em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul, e no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, no Agreste.

UFRPE
A ocupação na UFRPE do campus localizado no bairro de Dos Irmãos, na Zona Norte do Recife, teve início na noite do dia 24 de outubro. O movimento vem ocorrendo nos prédios Professor Tarcísio Eurico Travassos, Professor Manoel Amaro, Centro de Ensino de Graduação Obra-Escola (Cegoe) e na Unidade Acadêmica de Serra Talhada.

No dia 3 de novembro, a universidade informou que também foram ocupados o prédio Professor João Vasconcelos Sobrinho (Ceagri ll), o Departamento de Química, o Departamento de Matemática e o Departamento de Educação, além da unidade em Garanhuns, no Agreste. Os alunos chegaram ainda a colocar correntes e cadeados na unidade Professor Rildo Sartori (Ceagri l), que segue fechada, mas não está ocupada.

UPE
No campus Recife da Universidade de Pernambuco, já são três unidades ocupadas, mas alguns dos prédios foram liberados para a realização do SSA3. O movimento nas universidades pernambucanas já fez com que 16.635 candidatos tivessem o Enem adiado para dezembro.

Os estudantes montaram acampamento no campus de Santo Amaro, na área central da capital, que sedia a Faculdade de Ciências Médicas (FCM), a Escola Superior de Educação Física (Esef), o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e a Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (Fensg).

Das quatro unidades de ensino, os estudantes apenas não ocupam a Faculdade de Ciências Médicas (FCM). O protesto ocorre desde o dia 20 de outubro, quando cerca de 60 estudantes iniciaram um acampamento no prédio da reitoria da instituição estadual, que foi desocupado no dia 27. Ainda há registro de ocupações em outros campi da universidade como em Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, Palmares, na Zona da Mata Sul, Garanhuns, no Agreste, e Petrolina, no Sertão.

IFPE
Das três unidade do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) que chegaram a ser ocupadas por alunos antes do Enem, apenas a de Olinda segue com o ato. Porém, o prédio de Barreiros, na Mata Sul, foi tomado no início da noite de quarta-feira (9). A ocupação teve início na quinta-feira (20). De acordo com o IFPE, o ato não atrapalha o andamento das aulas.

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