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16 Dez 2016 - 09:20

Ceia de Natal fica mais cara e refeição com frango, tender, lentilha e panetone custa R$ 86 em SP

Para aliviar bolso, Procon-SP recomenda ao consumidor planejamento antes de ir às compras

Do R7

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 O mês de dezembro chegou e, com ele, uma série de gastos para as festas de final de ano. Em 2016, a população pagará mais caro pela Ceia de Natal. Uma refeição composta por frango, tender, lentilha, farofa e panetone custará, em média, R$ 86 para o bolso do consumidor.

A crise pode dificultar as compras, já que a Ceia de Natal está 10,19% mais cara, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). No entanto, há opções para baratear a refeição da data, sem perder o espírito natalino. A reportagem do R7 foi às ruas de São Paulo e fez um levantamento de preços em três supermercados (compare os preços dos itens da ceia no quadro abaixo).

O economista da FGV André Braz explica que, em 2015, o real havia desvalorizado e, por isso, muitos produtos importados ficaram mais caros para o consumidor, como o azeite e o bacalhau. No entanto, o cenário para este ano se mostra um pouco menos pessimista, considerando só a questão do câmbio.

— O real valorizou 16% nos últimos meses, fazendo com que haja uma pressão menor sobre os preços. Estes não devem ficar tão mais caros em comparação com o ano passado.

Entretanto, Braz diz acreditar que a ceia de Natal de 2016 poderá ser mais tímida do que nos anos anteriores ou que as famílias podem se unir para otimizar os gastos da festa por causa do alto nível de desemprego — cerca de 12 milhões de pessoas, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.

— A inflação fez com que produtos que vão à mesa estejam mais caros que ano passado, mas não por causa do câmbio, já que o real está mais valorizado.

O especialista projeta que a inflação deve chegar aos 7% e os produtos podem ter um aumento de preço real, ou seja, os valores superam a inflação, dificultando o poder de compra do consumidor.

— Os campeões de demandas são os produtos tradicionais, como o frango especial, o tender, o azeite e o vinho. Estes são itens com chance de ter um aumento real, por causa da procura. Diante do cenário do País, o frango deve ser o produto que será mais procurado. Se o consumo for muito alto, o preço pode aumentar por causa da procura. Agora se encalhar, o preço cai.

De acordo com levantamento de preços feito pela reportagem do R7, o frango especial e o peru são as carnes natalinas com melhor preço para o consumidor. A média de preço para um quilo de frango é de R$ 15,96 e para o peru, de R$ 15,11.

Quando comprar?

Se organizar para as compras de final de ano pode fazer uma grande diferença no orçamento, permitindo ao consumidor poupar uma grana para pagar dívidas, por exemplo. Para Braz, pensar no momento de realizar a compra é essencial para economizar uma grana.


O especialista explica que, logo no começo da venda dos produtos específicos para o Natal, os comércios tendem a testar a capacidade de compra dos clientes.

— Comprar tudo bem no começo das vendas pode não ser uma vantagem, porque os preços podem chegar altos nos mercados. O que é uma boa estratégia é fazer pesquisa de preços, pensando também na qualidade.

Além disso, reforça que deixar para comprar as carnes natalinas em cima da hora também não é a escolha mais sensata.

— As pessoas vão comprar carnes que foram mais manuseadas e não poderão escolher com facilidade o peso do prato principal que desejam levar à mesa. No final das contas, sobram as mais pesadas, ou seja, mais difíceis de coordenar o consumo — além de mais caras.

Para não passar sufoco

Para passar menos dificuldades financeiras, o economista aconselha a prever o valor que será gasto no final do ano e poupar um dinheiro com antecedência, já que o Natal faz parte do calendário fixo de comemorações.

— O ideal é poupar o quanto puder. No final do ano, a pessoa terá uma poupança e precisará apenas que complementar o valor, não dependendo do décimo terceiro.

Segundo o Procon-SP, é necessário pensar bem na ceia antes de ir ao mercado começar as compras. O órgão explica que a atitude evita que o consumidor compre itens por impulso e gaste mais do que pode. Além disso, estabelecer um valor máximo de gastos e pesquisar quais os melhores preços em diferentes estabelecimentos são boas saídas para terminar o ano no azul.

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