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Notícias / Economia

22 Dez 2016 - 16:20

Café: Cotações do arábica voltam a cair nesta tarde de 5ª feira na Bolsa de Nova York

Por volta das 09h30, horário de Brasília, o contrato março/17 registrava queda de 95 pontos e estava cotado a 143,60 cents/lb, o maio/17 caía 105 pontos e operava a 145,70 cents/lb

Portal do Agro Negócio

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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram a cair nesta manhã de quinta-feira (22) e perdem todos os ganhos registrados na sessão anterior. O mercado busca direcionamento acompanhando o otimismo dos operadores com a oferta do grão no próximo ano, as oscilações no câmbio e também realiza ajustes técnicos quando se aproxima de perder o patamar de US$ 1,40 por libra-peso.

Apesar da queda, os preços externos do grão seguem próximos do patamar de US$ 1,45 por libra-peso. Por volta das 09h30, horário de Brasília, o contrato março/17 registrava queda de 95 pontos e estava cotado a 143,60 cents/lb, o maio/17 caía 105 pontos e operava a 145,70 cents/lb. Já o vencimento julho/17 anotava 147,95 cents/lb com 110 pontos de desvalorização, enquanto o setembro/17, mais distante, anotava baixa de 105 pontos, cotado a 149,90 cents/lb.

No mercado físico, também por volta das 09h30, o tipo 6 duro era negociado a R$ 520,00 pela saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis em R$ 500,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) a R$ 510,00.

Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: Após oscilar dos dois lados da tabela na sessão, Bolsa de Nova York encerra pregão desta 4ª com leve alta

Após oscilarem dos dois lados da tabela nesta quarta-feira (21), os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acabaram fechando a sessão com leve alto em ajustes técnicos e com suporte do câmbio. O mercado recupera parte das perdas registradas nas últimas sessões e já avança acima do patamar de US$ 1,45 por libra-peso. Apesar da leve alta, segundo analistas e agências, os operadores externos seguem atentos ao clima no cinturão produtivo do Brasil.

O contrato março/17 fechou a sessão de hoje cotado a 144,55 cents/lb com 70 pontos de alta, o maio/17 anotou 146,75 cents/lb com 65 pontos de valorização. Já o vencimento julho/17 encerrou o dia negociado a 149,05 cents/lb com 70 pontos de alta e o setembro/17, mais distante, teve 75 pontos de avanço, cotado a 150,95 cents/lb.

Os futuros do arábica trabalham sem direcionamento definido nos últimos dias, após caírem repercutindo os fundamentos nos últimos dias, os preços voltaram a subir em ajustes técnicos, com recompras de fundos sendo realizadas e com suporte do câmbio, segundo agências internacionais. "Os futuros subiram recentemente com compras sendo realizadas devido as oscilações do câmbio. No entanto, as ideias são de que a produção de arábica na América Latina será forte", explicou na segunda-feira (19) o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville em relatório.

O dólar comercial fechou a sessão desta quarta-feira com queda de 0,35, cotado a R$ 3,3222 na venda, repercutindo o mercado externo e ainda com baixa volume de negócios. As oscilações no câmbio impactam diretamente as exportações da commodity do Brasil, que é o maior produtor e exportador da commodity no mundo.

Apesar do avanço técnico no mercado, os operadores externos ainda repercutem com força o otimismo com a oferta do grão na próxima temporada por conta das melhores condições climáticas no Brasil. Mapas climáticos, no entanto, apontam que após bons volumes de chuvas nos últimos dias em áreas do cinturão produtivo de café do país, o clima deve ficar menos chuvoso e quente nos próximos dias. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), até quinta-feira, somente o centro e norte do Espírito Santo e o Paraná receberão chuvas mais volumosas.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), no entanto, informou que a exportação de café do Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo, na safra 2016/17 deve cair, totalizando 34,23 milhões de sacas de 60 kg. Esse número é 3,7% menor que o volume registrado na temporada anterior, quando foram embarcadas 35,54 milhões de sacas pelo país. Segundo a entidade, o Brasil deve ter produção de café na safra 2016/17 mais alta que a anterior, totalizando 56,1 milhões de sacas na safra 2016/17.

O Rabobank, um dos maiores bancos especializados em commodity do mundo, informou em relatório que as perspectivas no mercado já apontam para mais uma queda na produção do país, com atenção especial para o conilon, variedade brasileira do robusta. Diante dessa situação, o Rabobank, um dos maiores bancos especializados em commodity do mundo, acredita que os produtores devem travar os preços futuros do grão.

"Apesar da perspectiva de recuo na produtividade em função da bienalidade do café, cotações favoráveis devem garantir margens positivas ao cafeicultor brasileiro no próximo ano. Destaca-se parcela dos produtores que já aproveitou as boas oportunidades de trava de preços oferecidas pelo mercado futuro durante 2016", destacou o banco em relatório. "Os cafeicultores brasileiros que seguem sem fixar os preços para 2017 e 2018 devem estar atentos à elevada volatilidade esperada no mercado internacional de café e de dólar".

Mercado interno

As negociações no mercado físico brasileiro estão cada vez mais lentas com a proximidade das festas de final de ano. De acordo com informação reportada pela Reuters nesta quarta-feira, com base em relatos de colaboradores do Cepea, as diferenças entre os preços ofertados e os pedidos pelos produtores de café nos últimos dias têm limitado as negociações nas praças de comercialização do país. Analistas acreditam que o mercado deve voltar a ter liquidez apenas no início do próximo ano.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação no dia em Espírito Santo do Pinhal (SP) com negócios em R$ 580,00 a saca — estável. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com alta de 1,85% e saca a R$ 550,00.

O tipo 4/5 anotou maior valor em Guaxupé (MG) com 573,00 a saca e queda de 0,87%. A maior variação no dia aconteceu em Poços de Caldas (MG), que teve queda de 1,14% e fechou o dia com R$ 521,00 a saca.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação no dia nas cidades de Patrocínio (MG) (-0,93%) e Média Rio Grande do Sul (-0,93%), ambas com R$ 530,00. A maior oscilação no dia para o tipo ocorreu em Poços de Caldas (MG) com recuo de 1,54% e saca a R$ 510,00.

Na terça-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 502,71 com alta de 0,66%.

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