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Notícias / Política

17 Jul 2017 - 10:00

“Oposição tem que ficar no seu lugar; lá que o povo a colocou”

Governador disse que quer terminar a obra: "não posso jogar fora R$ 1,066 bilhão que já foi gasto"

Agência da Notícia com Redação

Agência da Notícia/Reprodução

 (Crédito: Agência da Notícia/Reprodução)
O governador Pedro Taques (PSDB) disse ver como “piada” o posicionamento de parte da oposição, que agora crítica a decisão do Governo do Estado de concluir a obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
 
“Parece piada. Eu era contra o VLT e agora tenho que terminar o VLT. E aqueles que eram favoráveis, que fizeram com que Mato Grosso tivesse esse erro histórico, agora estão criticando. Isso é piada. Isso é coisa de oposição e a oposição tem que ficar no seu lugar. Porque é lá que o povo mandou ficar”, disse.
 
A declaração foi dada durante entrevista concedida à Rádio Mega FM, na manhã desta quarta-feira (12).
 
Isso é piada. Isso é coisa de oposição e a oposição tem que ficar no seu lugar. Porque é lá que o povo mandou ficar
Na ocasião, Taques reiterou que, no passado, quando ainda era senador, foi duramente criticado por defender a manutenção da obra do BRT (Bus Rapid Transport).
 
“Quando eu era senador, apanhei mais que vaca em horta por causa do VLT. O Ministério das Cidades aprovou o BRT. Aí, de repente, viajaram pra Europa e trouxeram o VLT no bolso. Mudaram de R$ 500 milhões para R$ 1,477 bilhão. Fiz críticas a isso e fui criticado. Me acusaram de pertencer à ‘Máfia dos Combustíveis’”, afimrou.
 
“Cumpri meu papel como senador, de fiscalizar. Agora, quero saber onde estavam outros que não cumpriram seu papel constitucional. Adormecidos? Embebecidos pela Copa do Mundo?”, questionou Taques.
 
Agora, o governador disse que não pode se furtar de sua responsabilidade em concluir a obra, tal como prometeu, inclusive, durante sua campanha eleitoral. Contudo, pontua que não aceitará eventuais ilegalidades.
 
“Fui eleito governador e disse que terminaria a obra, mas não jogaria sujeira pra baixo do trilho. O Estado ajuizou uma ação com MPE e MPF para que fossem respondidas três perguntas que lá atas, como senador, eu cobrava: quanto custaria, qual será o modelo de operação e o valor da tarifa”.
 
“Como governador tenho que terminar a obra, pois o prejuízo com ele parado é maior. O juiz federal marcou uma audiência para que possa decidir isso. Aí vamos resolver o que será feito com o VLT. Quero terminar o VLT. Não posso jogar fora R$ 1,066 bilhão que já foi gasto. Se eu fosse governador no período, não faria o VLT. Agora, tenho que ter responsabilidade, a responsabilidade é não deixar o patrimônio publico ser jogado no lixo”, concluiu Taques.

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