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Notícias / Agronegócio

13 Fev 2018 - 10:42

Indea e Idaron discutem estratégias para zona livre da vacinação contra aftosa

Rondônia e Acre integram o Bloco I, em que a retirada da vacinação está prevista para maio de 2019.

Redação

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) recebeu, na última semana, representantes da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) para um alinhamento de ações de cooperação na região de fronteira entre os dois estados, pensando o processo de retirada da vacina de febre aftosa. Rondônia e Acre integram o Bloco I, em que a retirada da vacinação está prevista para maio de 2019.

Já Mato Grosso, integra o Bloco V, com previsão de retirada da vacinação para maio de 2021. Porém, por ser um estado limítrofe dos estados do Bloco I, Mato Grosso poderá ter zona livre de febre aftosa ainda em maio de 2019. Algumas propriedades com produção de bovinos nos municípios de Rondolândia, Colniza, Aripuanã, Comodoro e Juína, poderão ser incluídas como zona livre de febre aftosa sem vacinação, por manterem relação comercial com Rondônia e a difícil ligação geográfica dos municípios e propriedades com outras áreas de Mato Grosso.

O presidente do Indea, Guilherme Nolasco, ressalta a importância da relação entre os estados. “É extremamente importante essa reunião entre Indea e Idaron para tratar estratégias comuns para a retirada da vacinação no Bloco I, uma vez que parte do território mato-grossense tem uma relação comercial direta com Rondônia. Isso representa um amadurecimento do serviço de defesa, traçando metas junto com o setor produtivo dos dois estados”.

Será realizada uma atualização cadastral detalhada de propriedades rurais localizadas entre Mato Grosso e Rondônia, em toda a divisa desde Juína à Comodoro (MT) e desde Vilhena à Cabixi (RO), tanto de um lado como do outro, com equipes conjuntas, que deverá ser realizada na primeira quinzena de março. A ação contará com o apoio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT) para o custeio das diárias. Além do cadastramento das propriedades será realizado um estudo de trânsito animal na região. Em sequência, uma nova reunião será marcada para a elaboração de uma proposta a ser apresentada ao setor produtivo e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para a diretora técnica do Indea, Daniella Soares, a participação dos técnicos do Idaron foi importante para definição das estratégias de trabalho conjunto. "A vinda dos técnicos do Idaron à Mato Grosso foi fundamental para sanarmos dúvidas e traçarmos estratégias para avançarmos na retirada da vacinação de parte do estado já em 2019. Muita coisa ainda deve ser feita, mas acreditamos que estamos no caminho certo”. Daniella complementou ainda que foi definida a ampliação do Termo de Cooperação Sanitária já existente entre os dois estados.

De acordo com o gerente de Defesa Sanitária Animal do Idaron, Fabiano Alexandre, a relação entre os dois estados deve se fortalecer ainda mais. “Estamos propondo um olhar mais minucioso para algumas peculiaridades dessa região. Teremos uma relação muito mais intrínseca entre os dois estados, pretendemos olhar de forma específica as comunidades que ali existem e algumas propriedades mato-grossenses que também tem uma relação com Rondônia. A ideia central é minimizar ao máximo as mudanças que ocorrerão com a retirada da vacina, para não haver prejuízo, ou que seja o menor possível para o produtor”.

A primeira reunião da Equipe Gestora Estadual do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa ocorrerá no dia 09 de fevereiro, para discutir o Plano e o andamento das propostas.

Plano

O Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. Os estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação internacional e educação em saúde animal.

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