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Notícias / Política

13 Jun 2018 - 09:13

Savi sofre 3ª derrota e permanece preso

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Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

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ais uma vez, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) sofre derrota na Justiça ao pedir soltura. Em decisão proferida nesta manhã (12), a ministra Maria Thereza de Assis, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não concedeu o pedido feito por meio de um habeas corpus protocolado ontem (11). Savi foi preso em 9 de maio, na deflagração da Operação Bônus. Posteriormente foi denunciado pelo Ministério Público Estadual como um dos líderes do esquema que supostamente movimentou R$ 30 milhões em propinas no âmbito do Detran de Mato Grosso.

Tarso Nunes

Mauro Savi 
Deputado Mauro Savi deixa a sede do Gaeco ao ser preso pela Bônus

Nesse recurso, o advogado Paulo Fabrinny classifica a prisão do parlamentar como ilegal e absurda. Pedia que fosse determinada a imediata soltura do deputado, em razão da aprovação da Resolução nº 5.466/2018/ALMT, na última terça (5), pelo Conselho de Ética Parlamentar da Assembleia.

Acontece que a resolução não tinha poder de alvará de soltura e, portanto, precisava ser analisada pelo desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça, que é o relator da investigação e foi quem determinou a prisão de Savi. Zuquim negou a expedição do alvará e a defesa anunciou que recorreria.

O desembargador já havia alertado, ao decretar a prisão, que a Assembleia não tinha poder de tirá-lo da cadeia. Savi pediu então ao desembargador Juvenal Pereira que suspendesse essa proibição, mas a resposta também foi negativa.

Esse é o segundo habeas corpus de Savi negado pela ministra do STJ. O primeiro pedia a anulação do inquérito da Operação Bereré, primeira fase da Bônus, e consequentemente a revogação de sua prisão. O pleito foi negado em 24 de maio. Todos os recursos no STJ relativos a esse caso são direcionados à ministra Maria Thereza.

Savi tem, por hora, mais duas chances de conseguir a liberdade. Uma é a conclusão do julgamento de um habeas corpus pelo Pleno do Tribunal de Justiça, cujo placar está com 16 dos 30 desembargadores pela manutenção da prisão. O desfecho foi adiado em razão de um pedido de vista e o resultado é incerto, pois os magistrados podem mudar seus votos. A próxima sessão do Pleno está marcada para esta quinta (14).

Além disso, no início da noite dessa segunda (11) a Assembleia protocolou um HC no STJ, também com objetivo final de colocar o parlamentar em liberdade. A ministra ainda não apreciou a demanda.

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