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Notícias / Geral

14 Set 2018 - 10:05

“Arcanjo é alvo de campanhas maldosas e armações”, diz defesa

Defesa contesta acusações que ligam Arcanjo ao jogo do bicho em Cuiabá, feitas à 2ª Vara Criminal

Mídia News

O advogado Zaid Arbid, que defende o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, afirmou que as denúncias de que seu cliente estaria envolvido novamente com o jogo do bicho são “maldosas” e fruto de “armações".
 
As denúncias foram protocoladas nos dias 26 e 28 de junho e 17 de julho na 2ª Vara Criminal de Cuiabá.
 
Condenado a 19 anos pelo assassinato do empresário Sávio Brandão, Arcanjo comandou o jogo do bicho em Cuiabá durante cerca de três décadas.
 
Na tarde dessa quinta-feira (13), o suposto bicheiro Alberto Jorge Toniasso depôs ao juiz Geraldo Fidelis para esclarecer sobre uma agressão que teria sofrido por parte do genro de Arcanjo, Giovani Zen.
 
“[Após o depoimento de Toniasso] levanta-se uma suspeita muito mais grave: que João Arcanjo Ribeiro é alvo de campanhas maldosas e armações”, disse Zaid Arbid após a audiência.
 
 
Levanta-se uma suspeita muito mais grave: que João Arcanjo Ribeiro é alvo de campanhas maldosas, armações
Toniasso declarou ao juiz que não conhece e nunca viu o ex-bicheiro. No entanto, alega que foi até o escritório localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), que pertence a Arcanjo.
 
No rápido relato ao juiz Geraldo Fidelis, Toniasso contou que não tinha conhecimento de que o estabelecimento era de João Arcanjo, mas relatou que foi agredido no local.
 
“Levei um tapa na cara”, disse o homem, ressaltanto, porém, que não soube identificar de quem partiu a agressão.
 
Ele alegou que foi ao local a convite de um homem identificado apenas como "Roberto”.
 
Chegando lá, "Roberto" teria jogado no chão a máquina de cartão usada para registrar o jogo do bicho. O boletim de ocorrência foi elaborado cinco dias após o ocorrido, quando um advogado interpelou a vítima.
 
Zaid Arbid avalia o depoimento de Toniasso como uma "montanha que pariu um rato”. O termo é usado quando uma expectativa muito grande não é cumprida. 
 
“O que se procura aqui é saber se João Arcanjo Ribeiro está envolvido nisso. A pessoa montou uma versão, diz que nunca viu, nunca ouviu falar de João Arcanjo Ribeiro. Ora, será que alguém que é agredido, que perde uma máquina, não vai sair na hora e fazer um boletim de ocorrência policial? Ninguém é tolo o bastante para ficar acreditando nessas fábulas”, contou.
 
Arbid conta que, após o depoimento, fica claro o não envolvimento de Arcanjo com o jogo do bicho.
 
“Existe um fato. Cinco dias após o fato, a pessoa que fez parte é procurada por um advogado que a instrui a fazer um boletim de ocorrência”.
 
Denúncias
Alair Ribeiro/MidiaNews
 
João Arcanjo cumpre prisão no semi-aberto após 15 anos preso
Uma das denúncias anônimas protocolizadas e encaminhadas para o juiz Geraldo Fidelis liga o ex-bicheiro ao atual comando do jogo do bicho em Cuiabá.
 
Conforme o documento, o genro de Arcanjo, Giovani Zen, teria convidado Alberto Jorge Toniasso ao seu local de trabalho para entregar máquinas de apostas utilizadas no jogo de bicho.
 
Depois de uma confusão, Alberto teria sido agredido pelo genro do ex-bicheiro.
 
Em audiência, Giovani disse que o encontro de fato ocorreu, mas que foi Toniasso quem o procurou para vender as máquinas. E negou qualquer agressão.
 
"Ele insistiu e eu falei que não tínhamos interesse. E aí o tirei da sala. Não teve nada de maquininha, nem de agressão”, concluiu.
 
Outra denúncia diz respeito à ação realizada pela GCCO no dia 10 dia de julho, quando foram detidos quatro homens e apreendidas 50 máquinas usadas em apostas em Cuiabá.
 
Anotações em um envelope com os nomes do filho do ex-bicheiro, João Arcanjo Ribeiro Filho, e da ex-mulher dele, Silvia Chirata, também foram encontradas pelos policias.
 
Em depoimento, um dos detidos afirmou que as máquinas apreendidas pertenceriam a um homem que trabalha para  empresa Colibri. 
 
A marca Colibri, que pertencia a Arcanjo, ficou conhecida nos anos 90 com o jogo do bicho.
 
Prisão
 
João Arcanjo Ribeiro ficou preso entre os anos de 2003 e 2018, acusado de diversos crimes, entre eles o assassinato de Brandão.
 
Ele deixou a Penitenciária Central de Cuiabá no dia 16 de fevereiro, após ser beneficiado com a progressão de regime.
 

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