Agência da Notícia

Mato Grosso

Agência da Notícia, Quarta-feira 16 de Janeiro de 2019

2 3
:
3 1
:
2 0

Últimas Noticias

Torpedos

Cidadão revoltado

Já passou da hora da prefeitura de Confresa se pronunciar quanto à ÁGUAS DE CONFRESA pelo...

lucas do Pan

Ola gente vamos ver se o novo governo do MT vai construir o nosso hospital aqui no pan. OU É SÓ...

ONDA DE FURTOS

Pessoal já está mais que na hora de pegar esses meliantes que andam roubando em nossa cidade, já...

Campanha Publicitária

Classificados

Lote

Cidade: Confresa

Anunciante: Leandro

Valor: 18.000,000

saveiro g2

Cidade: confresa

Anunciante: Lucas

Valor: 6.000

Kitnet

Cidade: Confresa mt

Anunciante: Verônica Nascimento

Valor: A combinar

Notícias / Eleições 2018

29 Out 2018 - 10:29

Doria derrota França e mantém hegemonia do PSDB em São Paulo

Ex-prefeito paulistano derrota o atual governador Márcio França (PSB)

Publicidade

Publicidade

O empresário e ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB) foi eleito neste domingo (28) governador de São Paulo no segundo turno.
 
O resultado só foi confirmado com 98,49% das urnas apuradas às 19h34. O tucano obteve 10 milhões de votos, o que corresponde a 51,77% dos votos, contra 48,23% de Márcio França (PSB) e 17% de nulos e brancos. Houve 21% abstenções.
 
A vitória do tucano é a sétima do PSDB, que está no comando do estado há 24 anos. Mario Covas foi o primeiro tucano a governar o estado. Ele interrompeu a gestão do à época PMDB, hoje MDB, que se manteve no Palácio dos Bandeirantes de 1983 a 1995.
 
O candidato tucano venceu na maior parte das cidades do interior do estado e França, na capital paulista.
 
Doria foi eleito após uma campanha marcada por acusações de seus adversários de que ele deixou a prefeitura da capital paulista antes de terminar o mandato. Doria saiu da prefeitura em abril, depois de 15 meses, para poder disputar a eleição para governador.
 
Aos, 60 anos, foi a primeira vez que o tucano disputou o cargo. Doria foi afilhado político do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e foi eleito no primeiro turno em 2016 para a Prefeitura de São Paulo.
 
Os dois tucanos tiveram um mal estar depois de Doria anunciar apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) antes do primeiro turno das eleições.
 
No segundo turno, Doria chegou a ir até o Rio de Janeiro para tentar se encontrar com Bolsonaro, mas não foi recebido pelo candidato à presidência. Bolsonaro afirmou, após a tentativa de encontro, que Doria é oposição ao PT e que lhe desejava boa sorte.
 
Alckmin chegou a dizer que Doria o teria traído durante uma convenção nacional do partido em Brasília. Antes de o partido definir o nome que disputaria a presidência, Doria declarou que deveria ser o escolhido, passando por cima do ex-governador.
 
Prefeitos tucanos de cidades paulistas chegaram a declarar apoio ao candidato Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo. Questionado sobre a atitude dos prefeitos, Doria afirmou: "Eu não vejo racha, eu vejo depuração. As esquerdas se unem, as esquerdas se aglutinam e se aglutinam em torno do Márcio França. E é bom que façam isso, porque temos um campo mais claro, de esquerda".
 
O diretório municipal do PSDB em São Paulo expulsou Alberto Goldman, ex-governador, que declarou voto em Fernando Haddad (PT) para a presidência, e o secretário estadual de Governo, Saulo de Castro, e mais 15 filiados por infidelidade partidária. Eles recorreram às instâncias superiores do partido.
 
Promessa de cumprir mandato
 
Em 2016, durante a campanha para assumir a chefia do Executivo municipal, Doria garantiu, em entrevista ao G1, no dia 21 de setembro de 2016, que se fosse eleito, cumpriria "todo o mandato". "Serei prefeito por quatro anos e sem reeleição", disse Doria à época.
 
Durante seu mandato ficou conhecido por vestir uniformes de funcionários, como de gari e pintor, por exemplo, durante a execução do Programa Cidade Linda.
 
Paulistano, Doria nasceu em 16 de dezembro de 1957, filho do publicitário e ex-deputado federal João Doria e de Maria Sylvia Vieira de Morais Dias Doria.
 
Logo após o golpe militar em 1964, seu pai, publicitário e marqueteiro político, que se elegera deputado federal teve o mandato cassado, o que fez com que a família se exilasse em Paris por 2 anos.
 
De volta ao Brasil, a mãe de Doria instalou uma fábrica de fraldas em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo e Doria foi estudar na Escola Estadual Professora Marina Cintra, na rua da Consolação.
 
Durante a campanha, em 2 de setembro, o então candidato visitou a escola. Doria foi recebido pela diretora e visitou a parte administrativa, conversou com alunos em uma sala de aula e tirou fotos com outros que estavam no horário do intervalo.
 
Em 1970, aos 13 anos, Doria começou a ajudar sua mãe na fábrica. Mais tarde, por meio das relações do pai, conseguiu um estágio em um departamento de Rádio, TV e Cinema de uma agência de propaganda.
 
Doria fez faculdade de Comunicação Social na FAAP e logo assumiu uma diretoria na antiga TV Tupi. Depois, tornou-se diretor na Rede Bandeirantes e ficou à frente da MPM, maior agência de propaganda do país na década de 80.
 
Hoje, Doria é casado com a artista plástica Bia Doria e tem três filhos. Ele tem dois livros lançados: “Sucesso com Estilo” e “Lições para Vencer”.
Sua grande marca está no Grupo Doria, grupo de Comunicação e Marketing composto por seis empresas: DoriaAdministração de Bens, Doria Editora, Doria Eventos, Doria Internacional, Doria Marketing & Imagem e LIDE (Grupo de Líderes Empresariais).
 
Foi no LIDE, que atualmente possui 1.650 empresas filiadas e que representam 52% do PIB privado brasileiro, que Doria se consolidou líder empresarial e articulador entre os empresários.
 
Também atuou como Publisher da Doria Editora que publica 18 revistas segmentadas voltadas para empresários e o público de classe A, entre elas: LIDE, Caviar LifeStyle, Gabriel, Meeting & Negócios, Mulheres líderes e Oscar.
 
Doria foi secretário Municipal de Turismo, além de presidente da PAULISTUR entre 1983 e 1986, na gestão de Mário Covas na Prefeitura de São Paulo. Posteriormente, presidiu a Embratur e o Conselho Nacional de Turismo, de 1986 a 1988.
 
Processos
 
Doria é réu em três ações cíveis por improbidade, propostas pelo Ministério Público, por violação aos princípios constitucionais da administração pública e por enriquecimento ilícito.
 
Em uma das ações, o ex-prefeito de São Paulo é investigado por usar o slogan da sua campanha em 2016 em ações e projetos da Prefeitura, em benefício próprio e para proveito pessoal durante a gestão, entendeu o promotor Nelson Sampaio, que ingressou com o processo na 6ª Vara da Fazenda Pública.
 
A defesa de Doria ingressou com pedido de agravo de instrumento de decisões interlocutórias do magistrado que ainda não foram julgadas. O MP foi citado para se manifestar e a última movimentação é de 6 de setembro, com petições anexadas na 1ª Instância. O caso ainda não foi julgado.
 
Em outra ação, Doria foi condenado, em 24 de agosto, por improbidade e com suspensão dos direitos políticos por 4 anos pela juíza Carolina Martins Cardoso, titular da 11ª Vara da Fazenda Pública, por usar o slogan da Prefeitura em ações pessoais.
 
A Justiça aceitou o pedido do MP de que o uso da marca configurava “promoção pessoal do administrador público”. A assessoria de Doria disse à época que iria recorrer da decisão.
 
Polêmicas na Prefeitura
 
Os 15 meses da gestão de Doria na Prefeitura de São Paulo foram marcados por polêmicas como a megaoperação que prometeu acabar com Cracolândia da região da Luz, área central de São Paulo, e a promessa de distribuição da farinata, espécie de granulado feito a partir de alimentos próximos do vencimento anunciado para ser entregue nas escolas municipais da capital.
 
Após a operação contra o tráfico de drogas em maio do ano passado na região da Luz, Doria chegou a afirmar que a Cracolândia havia acabado. “A Cracolândia aqui acabou, não vai voltar mais. Nem a Prefeitura permitirá nem o governo do Estado. Essa área será liberada de qualquer circunstância como essa. A partir de hoje, isso é passado”, disse.
 
Os usuários de drogas que circulam pela área chegaram a mudar de local, mas voltaram para as ruas onde costumavam circular e o consumo e o tráfico de drogas permanece.
 
Em relação à farinata, Doria chegou a defender o produto como sendo “um alimento completo”. “O quie seria jogado fora de alimentos, vegetais, frutas, cereais... são totalmente reaproveitados, com segurança alimentar. Uma chícara dessa de alimento é suficiente para uma criança por um dia”, afirmou à época. Após as críticas feitas ao produto, a Prefeitura voltou atrás e desistiu de incluí-lo na merenda escolar.

Inserir comentário

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

Campanha publicitária
 
Sitevip Internet