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Notícias / Tragédia

15 Mar 2019 - 16:00

Enchente de 74 foi a mais intensa, UFMT foi abrigo e ex-reitor cita cenas de guerra

RD News

Reprodução

Pessoas ilhadas na região do Porto, inuncdação durou quase uma semana. (Crédito: Reprodução)

Pessoas ilhadas na região do Porto, inuncdação durou quase uma semana.

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Na década de 70 foi quando aconteceu uma das maiores enchentes que Cuiabá já se teve notícia. Muita gente perdeu tudo, ficou sem casa e o únicos transportes possíveis, em bairros mais próximos do Rio Cuiabá, eram canoas e barcos grandes.

O ano foi 1974, entre as testemunhas deste episódio está o reitor e fundador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Gabriel Novis. 

Ele conta que, há 45 anos, a situação era triste, e que algumas cenas lhe marcaram a memória. As salas de aula da universidade foram adaptadas com colchonetes e suprimentos para as famílias desabrigadas. “As cenas eram muito fortes e ajudamos como foi possível. Me lembro muito bem que a UFMT parecida um dos únicos lugares seguros, as águas nem chegaram perto. Estava em um lugar mais alto e longe do Rio Cuiabá. Era doloroso abrir salas de aulas e encontrar famílias morando improvisadas. Cenas de guerra”, cita o ex-reitor.

A UFMT foi fundada em 1970, ainda era uma estrutura mais modesta e pequena, mas foi onde a Defesa Civil achou mais seguro locar as pessoas. Em fotos mais antigas é possível observar populares tentando se acumular em canoas improvisadas. Muitas guardam nos barcos pertences que conseguiram salvar.

Entre os mais atingidos, as famílias do bairro Terceiro foram as mais prejudicadas por conta da subida do rio. Centenas de famílias padeceram. Estudos indicam que às 23h do dia 18 de março, o rio Cuiabá atingiu 10,87 metros.

Era uma área imensa a do bairro Porto, ela se esticava até onde hoje se localiza o Jardim Europa. Região tradicional de Cuiabá, era povoada principalmente por ribeirinhos e seus descendentes. 

O bairro ganhou um “sobrenome” para cada extremidade, como Terceiro de Dentro e Terceiro de Fora, para gerar referência às autoridades. Gabriel também lembra que a antiga Rua 15 de Novembro desapareceu e foi “transformada” em rio. “A populaçåo ribeirinha desapareceu. Era um sentimento de impotência com a violência da natureza. Uma das cenas que não esqueço é da água chegando às portas da igreja de São Gonçalo e o pessoal de canoas por lá”, descreve. 

Na região ainda estão erguidos alguns prédios da primeira metade do século XX, que já haviam recebido projetos de modernização. Naquela época, a primeira ponte que liga Cuiabá à Várzea Grande havia sido construída pelo governador Júlio Müller. Além dela, a avenida Getúlio Vargas havia sido expandida morro acima e o Cine Teatro foi instalado num processo nomeado por alguns como choque de modernização.

Além da tempestade de 1974, a Capital também enfrentou grandes temporais em 1942, 1995 e 2001. A dos anos 70 ainda é considerada a mais intensa, mas a que registrou mais mortos foi a de 18 anos atrás, quando 10 pessoas faleceram.  

Barragens do Manso  

Desde sua construção, a barragem da usina do Manso tem ajudado a evitar enchentes do Rio Cuiabá como as que aconteciam com frequência. Além de regularizar o nível das águas, a represa tem potência instalada para 212 MW, apesar de sua contribuição na produção energética para o Centro-Oeste e Sudeste ser considerada baixa.

Favorecida pelas últimas chuvas em Mato Grosso, principalmente na região do Rio Manso, a usina tem em períodos chuvosos quase a totalidade de seu reservatório completo. A represa atinge uma área de 427 km² em Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, a 65 km e 223 km de Cuiabá. 

Mudanças na arquitetura 

Com as chuvas intensas de 74, a cidade também teve de ser construída de uma forma mais “moderna”.

Além disso, os bairros como Novo Terceiro e Santa Izabel surgiram, mesmo que inicialmente improvisados, para acolher os moradores do Terceiro. Outros bairros foram unidos como Ana Poupina, Gambá e Morro da Colina para formar o Dom Aquino.

Na área central da cidade, por este motivo, a população ampliou. A concentração popular na área o Centro Histórico, inclusive nas margens da Prainha, que já eram populosas por conta da antiga exploração mineral, ganhou também reforço comercial.

Era a enfervecência da cuiabania aflorando em alguns pontos que se tornariam tradicionais, deu movimento a outros bairros, como os próximos da Universidade Federal. 

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