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29 Mar 2019 - 14:20

Justiça bloqueia conta de ex-delegado que se apropriou de máquina

Edgar Froes ainda é acusado de envolvimento em duplo assassinato

Folha Max

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

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O juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular, determinou o bloqueio de R$ 115,5 mil em bens e ou dinheiro do ex-delegado de Polícia Judiciária Civil (PJC), Edgar Fróes. A decisão é do dia 18 de março, mas foi publicada na sexta-feira (22).

A ação é derivada de uma condenação por ato de improbidade administrativa cometida por Froés nos tempos em que ainda trabalhava como delegado e meses antes de se tornar o mandante de um duplo homicídio. Segundo a denúncia do MPE que deu origem ao bloqueio, o ex-delegado apreendeu uma câmera digital de uma consultora de telemarketing avaliada à época, 2003, em cerca de R$ 2,2 mil e depois se recusou a devolvê-la, apesar dos reiterados pedidos da vítima, identificada como H.G.F.M.

Froes teria confiscado a câmera após pressionar a mulher que, de acordo com o narrado nos autos, brigava constantemente com o marido à época e este, então estudante de Direito, utilizaria o referido objeto para criar provas contra ela que, “abalada emocionalmente”, acabou entregando a câmera ao então delegado, que jamais a devolveu. Para o MPE, como Edgar Froes jamais registrou a câmera oficialmente como prova de processo algum nem jamais formulou qualquer documento quanto à apreensão da mesma, nem mesmo um mero auto de exibição que fosse, ele incorreu num ato de improbidade administrativa ao se apossar ilegalmente de um bem de valor considerável naqueles tempos.

À H.G. foi entregue somente um papel assinado por ele a título de recibo. Sem jamais conseguir ter seu bem de volta, H.G. entrou com pedido de devolução da máquina na Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

Seu então marido fizera o mesmo meses antes. No correr das oitivas empreendidas pelo MPE, o ex-delegado admitiu ter se apropriado da câmera sem a devida documentação legal.

CASO SHANGRI-LÁ

Poucos meses depois de se enrolar com a história da máquina, já em março de 2004, Edgar Froés foi envolvido por uma investigação policial como o mandante do assassinato da empresária e advogada Marluce Maria Alves, 53 anos, e seu filho, Rodolfo Almeida Lopes, 24 anos, dentro da casa dos dois, localizada no bairro Shangri-lá. O inquérito virou ação proposta pelo MPE, que acabou conseguindo comprovar a autoria intelectual das execuções, crime pelo qual o então delegado foi condenado a 30 anos e oito meses de prisão em regime fechado.

Batizado pela imprensa de Caso Shangri-lá, os assassinatos de mãe e filha chamaram a atenção pela brutalidade de ter acontecido na casa da família com os dois colocados de joelhos. Marluce Alves recebeu um tiro na nuca ao lado do filho unicamente por ter pegado dinheiro emprestado de um agiota cuja cobrança foi intermediada por Froés.

A empresária pagava as prestações desse acerto ao delegado, que jamais fez o dinheiro chegar ao seu destino. Marluce pegara dinheiro emprestado com o agiota Trajano Souza Filho, que passou a pressioná-la para receber os vários empréstimos até o montante de R$ 32 mil.

Como ela não conseguia honrar o pagamento, Trajano passou a pressionar a advogada. Foi quando o filho, Rodolfo, decidiu ir até a Delegacia do Porto, comandada à época por Edgar Froés, para registrar um boletim de ocorrência.

Ele se ofereceu para intermediar o pagamento. De posse dos recibos de R$ 15 mil (ela pegara R$ 32 mil e o delegado a convenceu de que renegociara a dívida) assinados por seu futuro algoz, a vítima ameaçou denunciá-lo na ouvidoria da PJC, caso ele não se retratasse junto ao agiota.

Ele decidiu então mandar matá-la utilizando um adolescente de 17 anos para puxar o gatilho. Segundo a narrativa do processo judicial, Marluce e seu filho foram surpreendidos quando saíam de casa para seguir sua rotina normal, perto das 07h30 do dia 18 de março de 2004.

Em uma moto, chegavam seus executores, o então adolescente Alessandro Campos Lemes, o Branco, e Hildebrando Passos, o Hulk, que conduzia o veículo. Eles foram contratados por Benedito da Costa Miranda, o Piré, que contratou o então adolescente para ir até a casa da empresária.

O jardineiro da família também estava presente, mas foi poupado porque afirmou aos executores que a esposa estava grávida e ele queria muito ver o nascimento do filho.

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