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Notícias / Judiciário

3 Abr 2019 - 15:20

Procurador do MPE se espanta com provas entregues por delator de "ultra esquema" em MT

​Novo chefe do Naco cita que pessoas desviaram milhões dos cofres do Estado

Folha Max

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

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O procurador de Justiça e coordenador do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), Domingos Sávio de Barros Arruda, revelou que um “colaborador”, que realizou a delação premiada, narrou crimes que podem atingir alguns políticos e empresários de renomes do Estado nas próximas semanas em Mato Grosso. De acordo com o membro do Ministério Público do Estado, o delator apresentou provas "absolutamente contundentes”, que irão descortinar uma série de fatos impressionantes.

A informação foi citada durante conversa com os apresentadores do programa A Notícia de Frente, da TV Villa Real, que foi ao ar na manhã de segunda-feira (1º de abril). “Na semana passada eu acompanhei a conversa de um colaborador. Ele colaborador trouxe elementos de prova absolutamente contundentes que vão descortinar uma série de fatos impressionantes. E provas cabais. Ele foi o beneficiário de um grande esquema e tal”, contou sem maiores detalhes para não prejudicar as investigações.

Domingos Sávio de Barros Arruda “brincou” ainda dizendo que as provas trazidas pelo colaborador irão permitir que o inquérito seja concluído de maneira rápida. O procurador de Justiça também explicou que o delator, que ele não identificou, teria se beneficiado em “alguma medida”.

Porém, outros atores que fariam parte do suposto esquema, também não revelado, foram “ultrabeneficiados” e “ganharam milhões”. “Assim o inquérito vai acabar muito rápido. Essa pessoa beneficiou-se em alguma medida. Mas existem, pelo que se viu, outros atores que foram ultrabeneficiados e ganharam milhões com isso”, adiantou.

Tendo em vista que mais detalhes sobre o colaborador ou o próprio esquema não foram ditos pelo procurador de Justiça, ele, então, foi questionado se os supostos beneficiários eram pessoas conhecidas. Domingos Sávio de Barros Arruda foi novamente lacônico. “Quando se trata de Naco, Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), são só agentes que a gente topa na rua uma vez ou outra aí. Neste caso, é de um esquema que não vem sendo ventilado nas ruas e imprensa”, desconversou o membro do MP-MT.

Vale lembrar que dois acordos de colaboração premiada, e que vem sendo revelados “à conta gotas”, são de pessoas ligadas à gestão Pedro Taques (PSDB). O ex-secretário de Estado de Educação (Seduc-MT), Permínio Pinto, e o empresário Alan Malouf, já protagonizaram reportagens de repercussão nacional sobre crimes narrados na Seduc-MT. 

Também são comentados informações de uma suposta colaboração premiada do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (sem partido). Ele estaria fechando um acordo para devolver R$ 100 milhões aos cofres públicos.

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