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20 Mai 2019 - 14:00

Após 2 meses, zoológico da UFMT segue com visitas suspensas

Espaço deveria passar por obra, que não deve ser realizada após anúncio de cortes no orçamento da universidade

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

Faixa foi colocada na entrada principal para informar sobre a suspensão das visitas ao zoológico (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

Faixa foi colocada na entrada principal para informar sobre a suspensão das visitas ao zoológico

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Fechado há dois meses, o zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não tem previsão para reabrir as portas para visitação.

 

A decisão foi tomada, na ocasião, após dois macacos serem encontrados mortos dentro do campus, além da necessidade de obras de readequação do zoológico.

 

Segundo a administração, o anúncio do bloqueio de R$ 34 milhões no orçamento anual da UFMT, decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 29 de março, resultou na suspensão da obra necessária, o que agravou a situação do local

 

Segundo a assessoria da universidade, a suspensão dos trabalhos visa garantir recursos para alimentação e cuidados diários das espécies que vivem no zoológico. 

Uma faixa foi fixada na entrada principal para informar o público sobre a suspensão das visitas ao espaço. 

 

Macacos com febre amarela 

 

Em março deste ano, a Vigilância de Zoonoses de Cuiabá diagnosticou a morte de dois macacos que estavam contaminados com febre amarela. Os animais foram encontrados mortos dentro da UFMT. 

 

Na época, a instituição informou que os macacos que morreram viviam livres pelo campus da instituição e não pertenciam ao zoológico. 

 

Segundo a UFMT, nenhum índico de febre amarela foi encontrado em outras espécies. 

 

Cortes do MEC

 

O bloqueio de R$ 1,7 bilhão das verbas destinadas às universidades federais representam 24,84% dos gastos não obrigatórios, que afetam diretamente o funcionamento das universidade, já que o dinheiro é utilizado para pagamento de contas de água, luz, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos básicos e pagamento de funcionários terceirizados. 

 

Também houve bloqueio de 3,43% do orçamento das federais destinado a despesas de investimento, basicamente usado para obras nas universidades, pagamento de salários e compra de equipamentos. Esse tipo de orçamento representa, em média, 80% da verba.

 

Sem o corte, a UFMT tinha um orçamento anual previsto de R$ 1.027.150.013,00.

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