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Notícias / Geral

22 Mai 2019 - 16:40

“Governo não aponta perspectiva de cumprir a lei”, afirma Sintep

Legislação de 2013 dá direito a 7,69% de reajuste anual na remuneração dos professores

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O presidente do Sintep, Valdeir Perereira (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

O presidente do Sintep, Valdeir Perereira

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) Valdeir Pereira afirmou que o governador Mauro Mendes (DEM) não deu perspectiva nenhuma para o cumprimento, em 2019, da lei que garante a dobra do poder de compra dos salários dos professores.

 

A lei foi aprovada em 2013 ainda na gestão Silval Barbosa e previa ganhos reais anuais de 7,69% até 2022, além da Revisão Geral Anual (RGA).

 

Segundo o presidente, um comunicado foi encaminhado para a categoria nesta sexta-feira (17), avisando sobre a dificuldade que o Governo está encontrando para pagar benefícios aos servidores da Educação, inclusive o aumento. 


 

Em resposta ao Governo, os servidores da Educação decidiram em assembleia geral deflagrar greve geral a partir da próxima segunda-feira (27).  

 

“Esse documento foi rejeitado pela categoria, porque é um documento bastante evasivo e ele coloca o pagamento [da Lei da dobra] condicionado à Lei de Responsabilidade Fiscal, coloca um série de outras questões, mas não aponta perspectiva de atendimento”, disse o sindicalista ao MidiaNews. 

 

“Isso gera uma desconfiança. O governador, em uma reunião da AMM [Associação Mato-grossense dos Municípios], chamou a lei de 'palhaçada'”, completou.

 

A categoria pede que o Governo faça um calendário para melhorar a infraestrutura das escolas, pague a lei da dobra do poder de compra, além de exigir a RGA, realização de concurso público e o não escalonamento da folha salarial.

 

O presidente do Sintep garante que pautas como a RGA não serão determinantes para um possível encerramento do movimento paredista. Já que, segundo ele, a revisão é uma pauta dos servidores públicos do Estado, tendo o Fórum Sindical à frente.

 

“Nós temos um entendimento de que a RGA atende a todo funcionalismo público. E ela é uma pauta que deve ser tratada dentro do Fórum Sindical. Claro que faz parte das nossas reivindicações, mas, no entanto, não é fator determinante na nossa greve”, afirma.

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