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2 Jul 2019 - 08:02

Dois gigantes, Brasil e Argentina decidem vaga na final da Copa América

Seleções escrevem hoje, no Mineirão, mais uma página de rivalidade históricae sábado

ALYSSON CARDINALI

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Ao longo de 105 anos e muita rivalidade, Brasil e Argentina escreveram belas páginas na história de um dos maiores clássicos do mundo. Um duelo que transcende o tempo, repleto de emoção, alegrias, tristezas, gols, títulos e... craques. De Pelé a Maradona, de Garrincha, Rivelino e Ronaldo a Di Stéfano, Kempes e Messi, o encontro terá mais um capítulo hoje, às 21h30, no Mineirão. E vale muito mais do que vaga na final da Copa América. Apesar de o futebol das duas equipes atualmente não encantar, vale um lugar na eternidade.
Afinal, defender a pátria em confronto de tamanha magnitude é um prazer para poucos. Missão dada apenas a afortunados capazes de fazer jus à tradição de duas seleções gloriosas. São sete títulos mundiais em campo, 22 Copas América, além de cinco Copas das Confederações, 17 Superclássicos, três Olimpíadas e três Pan-Americanos, entre tantas outras façanhas com a bola nos pés.
 
Maior ídolo do futebol argentino, Maradona festeja gol sobre a Inglaterra na Copa de 1986 - Ap Photo/Estadão Conteúdo
De lá para cá, segundo dados da CBF, foram mais 100 partidas, com 42 vitórias do Brasil, 37 da Argentina e 26 empates. Como rivalidade pouca é bobagem, a Associação do Futebol Argentino (AFA) registra 99 clássicos, com 38 vitórias para cada lado. Nem na Fifa há consenso sobre o duelo: seriam 105 clássicos, com 41 vitórias da Amarelinha, 38 da Alviceleste.
Fato é que Brasil e Argentina colecionam jogos memoráveis. Só em Copas do Mundo são quatro. Em 1974, na Alemanha, vitória Canarinho por 2 a 1. Em 1978, na Argentina, 0 a 0 na 'Batalha de Rosário'. Em 1982, na Espanha, show brasileiro e triunfo por 3 a 1. Em 1990, na Itália, Maradona e Caniggia fizeram jogada genial e mataram a Seleção: 1 a 0.
Hoje, no Mineirão, será a vez de Messi, Everton & Cia aumentarem as estatísticas de gols do confronto. A CBF registra 163 do Brasil e 157 da Argentina. Pelé, com oito, é o artilheiro do clássico. Messi, com quatro, aparece em sétimo na lista de goleadores. Mas espera levar a Argentina à final e quebrar o jejum de 26 anos sem títulos. Ao Brasil resta bater o rival, ir à decisão e tentar manter a hegemonia de conquistas de Copas América em casa (1919, 1922, 1949 e 1989). A sorte está lançada.

Tite minimiza os 7 a 1 na Copa de 2014


A defesa do Brasil está invicta na Copa América. A meta é seguir assim contra a Argentina e ir à final, domingo, no Maracanã. O retorno de Casemiro ao meio de campo, após cumprir suspensão contra o Paraguai, aumenta a confiança na obtenção de um bom resultado sem sofrer gol. Quem também está liberado é Richarlison. Curado de uma caxumba, ele ficará no banco à disposição de Tite, que fez mistério em relação a Filipe Luís. Em recuperação de dores na coxa direita, o lateral-esquerdo dará lugar a Alex Sandro se não tiver condições de jogo.
Confiante, Tite admitiu ser quase impossível anular Messi e minimizou os 7 a 1 sofridos para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014, no Mineirão. Na coletiva de ontem, ele preferiu enaltecer a vitória (3 a 0) sobre a Argentina, no estádio, em 2016, pelas Eliminatórias da Copa de 2018: "Se a torcida trouxer para o estádio o carinho que tem dado quando chegamos ao hotel, vai nos deixar gratificados e fortalecidos".

Scaloni não confirma nem mesmo Messi


Técnico da Argentina, Lionel Scaloni confirmou somente um jogador na partida de hoje à noite: o atacante Agüero. Ele descartou a hipótese de tirar o artilheiro do Manchester City para a entrada de Di María, como especulara a imprensa argentina. No entanto, recusou-se a revelar a escalação. "Temos uma partida importante. O que decidiremos será pensando mais no que queremos fazer do que no rival" declarou.
Questionado se manteria o esquema com três atacantes, com Lautaro Martínez no time, brincou: "Só confirmo o Kun (Agüero). O resto não. Nem Messi". A tendência, porém, é que repita a escalação que bateu a Venezuela por 2 a 0 nas quartas, com o trio ofensivo. 
Scaloni também tentou tirar a pressão dos ombros argentinos. Disse que o Brasil joga em casa e, por isso, tem o favoritismo. "Para os dois times, é um jogo importante, mas, para o Brasil, um pouco mais por jogar diante da torcida. Não sei como será a pressão para eles, mas é diferente. É contra o Brasil, um jogo que todos querem ver, todos os torcedores, o resto do mundo".

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