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2 Jul 2019 - 16:30

Preços de calçados podem subir até 80% com projeto, diz sindicato

Setor de calçados e couros diz que Executivo faz "mini-reforma Tributária" que impactará nos preços finais

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O empresário Júnior Macagnam,que prevê alta de preços com aprovação de mensagem (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

O empresário Júnior Macagnam,que prevê alta de preços com aprovação de mensagem

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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso, Junior Macagnam, criticou o projeto de lei complementar que revalida os incentivos fiscais em Mato Grosso.

 

A mensagem do Palácio Paiaguás foi debatida em audiência pública, na tarde de ontem (01), e segundo Macagnam o Governo age de forma equivocada ao aumentar impostos, o que segundo ele, prejudica principalmente a população.

 

“A obrigatoriedade do Governo era fazer a restituição dos incentivos fiscais, mas infelizmente o Executivo acrescentou no projeto de lei uma ‘mini-reforma tributária’. O Governo poderia simplesmente fazer como em outros Estados, editar um decreto da restituição e, vida que segue”, disse.

 

Segundo ele, no segmento de calçados, dependendo de onde for feita a compra da mercadoria, poderá haver aumento de Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias de até 80% sobre o produto.

 

“Mato Grosso atualmente tem mais de 150 mil desempregados, de acordo com pesquisa divulgada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O consumidor não aguenta mais pagar imposto, não há mais espaço para repassar aumentos aos nossos clientes, pois legalmente quem recolhe imposto é a empresa, mas quem realmente paga no final das contas é consumidor”, ressaltou.

 

O presidente do Sincalco acredita que o Governo deveria aguardar a Reforma Tributária nacional, que já tramita no Congresso Nacional, e depois readequar a realidade no Estado, o que diminuiria os custos aos empresários.

 

“Se fizermos uma Reforma Tributária agora, como deseja o Governo do Estado, nós teremos que arcar com as despesas de alteração de todo o sistema, e daqui a alguns meses, caso passe a reforma tributária nacional, nós teremos que nos adaptar novamente, mudar todo o sistema pela segunda vez em um curto espaço de tempo. Isso aumentaria o custo das empresas num momento em que os empresários não estão preparados para isso”, afirmou.

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