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8 Ago 2019 - 09:40

TJ decide soltar genro de Arcanjo e impõe tornozeleira eletrônica

Giovanni Zem é acusado de liderar organização envolvida com lavagem de dinheiro e jogo do bicho

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O empresário Giovanni Zem Rodrigues, Genro de João Arcanjo Ribeiro (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

O empresário Giovanni Zem Rodrigues, Genro de João Arcanjo Ribeiro

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A Terceira Câmara do Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou a soltura do empresário Giovanni Zem Rodrigues, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso.

 

A decisão foi tomada durante sessão na tarde desta quarta-feira (7). 

 

Os desembargadores Juvenal Pereira da Silva, Rondon Bassil e Gilberto Giraldelli seguiram o voto do relator, desembargador Rui Ramos para impor medidas cautelares ao acusado, entre as quais o uso de tornozeleira eletrônica.

 

Giovanni estava preso desde o dia 29 de maio em virtude da Operação Mantus, da Polícia Civil.

 

Ele é genro de João Arcanjo Ribeiro, que também foi preso na operação. Conforme a investigação, Giovanni herdou a liderança do jogo do bicho em Mato Grosso após a prisão de Arcanjo, em 2003, passando a dividi-la depois de sua soltura, em 2018.

 

Em seu voto, Rui Ramos afirmou que um dos motivos para decretação da prisão preventiva contra Giovanni Zem foi a garantia da instrução criminal, uma vez que ele poderia oferecer risco às testemunhas do caso. Especificamente sobre um boletim de ocorrência, feito no dia 26 de dezembro de 2017, em que Alberto Jorge disse que foi conduzido ao Estacione Park, onde se encontrava Giovanni, e foi ameaçado por estar explorando o jogo do bicho em área que seria do ‘grupo do Arcanjo’.

 No entanto, conforme o desembargador, esse fato ocorreu há dois anos e, de lá para cá, não houve registros de outro fato de violência.

 

“Esse fato especificamente teria ocorrido em 2017, e a prisão foi decretada em 2019, dois anos depois. Desde então, não se tem notícias de outra ocasião que poderia ser semelhante a essa”. Portanto, para mim, não tem fundamento a não ser um temor interno de uma possibilidade que poderia ocorrer, mas que, novamente, não me traz, no sentindo concreto de probabilidade", disse Rui Ramos.

 

O desembargador ainda relatou que a tornozeleira, junto a outras medidas cautelares impede que Giovanni retorne a prática criminosa do jogo do bicho. 

 

“Por isso, eu não encontro elementos para dizer que o único remédio que se poderia ter para evitar cautelaridade necessárioa é a prisão. Eu tenho medidas que podem ser intermediárias, como tornozeleira, não encontros, não conversa,  enfim, ao lado desse bloqueios de bens e valores que foi feito na investigação, já desintegra essa prática, porque tudo se fundo no lucro", afirmou. 

 

"Quando se revoga uma prisão não se está absolvendo ninguém, apenas estou dizendo que não se mostrou necessária a manutenção da cautelar", pontuou. 

 

Jogo do bicho

 

Além do grupo de Arcanjo e Giovanni, a operação também atingiu outra suposta organização que seria liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho. Os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado, conforme a Polícia. A decisão desta quarta-feira não cita o grupo de Coutinho.

 

Em julho, o juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) referente as duas organizações.

 

Na primeira denúncia, referente à organização “Colibri”, além de Arcanjo e Giovanni, também foram denunciados Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.

 

Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.


Já na segunda denúncia, referente à organização  Ello/FMC, além de Frederico Müller Coutinho foram denunciados,Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.

 

Pesam contra integrantes da Ello/FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

 

 

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