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Notícias / Política

13 Ago 2019 - 08:10

Deputado revela que 75% da diretoria do Sintep é filiada ao PT; Militantes do Norte Araguaia são citados

Vice-lider do Governo Mauro Mendes avalia que sindicalistas estão de olho na eleição de 2020

Mídia News

Alair Ribeiro/Mídia News

O vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior (Crédito: Alair Ribeiro/Mídia News)

O vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior

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O vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior (MDB), afirmou que 75% dos membros da diretoria do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público) são filiados ao PT. Os dados estão disponíveis na Justiça Eleitoral (veja relação abaixo).
 
O parlamentar disse, nesta quinta-feira (8), que isso mostra um "claro" viés político-eleitoral em relação à greve do setor da Educação.
 
“A tese do Sintep e do PT é simples: eles acham que quanto mais conseguirem desgastar o Governo, serão favorecidos para a eleição de 2020 no Estado inteiro. Porque os professores são uma categoria fortíssima. A gente respeita demais. Mas eles, neste momento, estão sendo usados por uma minoria”, disse o vice-líder.
 
 
A tese do Sintep e do PT é simples: eles acham que quanto mais conseguirem desgastar o Governo, serão favorecidos para a eleição de 2020
“O Sintep é claramente ligado ao PT. Para se ter uma ideia, alguns deputados estão no grupo de WhatsApp do Sintep. E você vê ali, claramente, defesas a Lula, ofensas a Bolsonaro e a política de direita. Eu era presidente da Assembleia quando aprovamos a lei 510 [da dobra salarial, principal reivindicação dos grevistas]. E o presidente do Sintep era o Henrique Lopes. A aprovação dessa lei possibilitou a ele chegar a 18 mil votos na última eleição”, afirmou.
 
Segundo dados do parlamentar, registros da Justiça Eleitoral demonstram que dos 46 integrantes da cúpula do sindicato, 34 são petistas, o que representa 75% do total.
 
O PT é um dos partidos que fazem oposição à atual gestão do Governo do Estado. O secretário de redes municipais do Sintep-MT, Henrique Lopes, principal voz dos grevistas, é suplente do deputado Lúdio Cabral (PT).
 
O atual presidente do Sintep, Valdeir Pereira, também é filiado ao PT, assim como todo o alto comando da agremiação.
 
“A greve é um direito das pessoas, mas que sempre teve uma bandeira política pelo Sintep, isso sempre teve! Além disso, a greve é fora de hora, inoportuna. O governador estava apenas no seu quinto mês de mandato, precisava de um crédito, pois estava se esforçando para colocar a folha em dia. O governador não está revogando a lei 510. Está querendo apenas respeitar a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal], porque pode ser punido”, afirmou.
 
"Greve inoportuna"
 
Romoaldo afirmou que Mendes já sentou diversas vezes para negociar com a categoria e que a Justiça já declarou a ilegalidade da paralisação.
 
Nesta semana, o chefe do Executivo propôs que benefícios salariais como a Revisão Geral Anual (RGA) e a lei da dobra do poder de compra da Educação serão pagos a partir do próximo ano, desde que haja condição para elevação de gastos com folha (abaixo de 49% da LRF).
 
Havendo o que se chama de espaço fiscal, o Governo estabeleceu que 75% deste espaço será usado para a RGA de todos os servidores públicos do Estado. Outros 25% serão destinados aos aumentos previstos em leis de carreiras da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.
 
“Sou presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia e é nítido que não tem como dar aumento. E se der, vai atrasar a folha. Então, sem dúvida já há um viés político. Ninguém discute que é um direito do servidor. Foi aprovado. Eu estava lá. Agora, não se pode exigir que se pague algo quando não há recursos em caixa”, afirmou.
 
“Eles querem uma proposta que atenda de imediato ou até 2020, mas não tem. Não tem dinheiro para isso. Eu defendo retorno às aulas e a continuidade da negociação acompanhando a receita. Tenho certeza que chegando aos 49% [de gastos da receita com folha], o governador vai sentar e cumprir a proposta”, completou.
 
Confira a lista dos membros da diretoria do Sintep que são filiados ao PT:
 
1.    Valdeir Pereira, de Sinop (presidente)

2.    Miriam Ferreira Botelho, de Rosário Oeste (secretária-geral)

3.    Sidinei de Oliveira Cardoso, de Sinop (1º secretário)

4.    Orlando Francisco, de Cuiabá (secretário de Finanças)

5.    Edna Bernardo da Silva, de Cuiabá (1ª secretária de Finanças)

6.    Gilmar Soares Ferreira, de Várzea Grande (secretário de Comunicação)

7.    Edevaldo José dos Santos, de Primavera do Leste (secretário adjunto de Comunicação)

8.    Guelda Cristina de Oliveira Andrade, de Cuiabá (secretária de Políticas Educacionais)

9.    Maria Luiz Bartmeyer Zanirato, de Cuiabá (secretária adjunta de Políticas Educacionais)

10.  César Augusto Guedes, de Campo Novo do Parecis (secretário adjunto de Formação Sindical)

11.  Julio Cesar Martins Viana, de Colíder (secretário de Articulação Sindical)

12.  Edina Martins de Oliveira, de Colíder (secretária adjunta de Articulação Sindical)

13.  Henrique Lopes do Nascimento, de Alta Floresta (secretário de Redes Municipais)

14.  Ana Lúcia Antônia da Silva, de Ribeirão Cascalheira (secretária adjunta de Redes Municipais)

15.  Alex Ferreira da Cruz, de Luciara (secretário de funcionários da Educação)

16.  Edson Evangelista dos Santos, de Cuiabá (secretário de Infraestrutura Sindical)

17.  Maria Aparecida Arruda Cortéz, de Várzea Grande (secretária adjunta de Políticas Sociais)

18.  Dirceu Blanski, de Alta Floresta (secretário de Organização Sindical)

19.  Edna Mahnic, de Primavera do Leste (secretária adjunta de Organização Sindical)

20.  Ziquidalto de Castro Rodrigues, de Rondonópolis (secretário de Administração Sindical)
21.  Angelina de Oliveira Costa, de Cáceres (secretária de Seguridade Social)

22.  Francisca Alda Ferreira de Lima, de Tangará da Serra (secretária adjunta de Seguridade Social)
23.  Ricardo de Assis, de Poconé (diretor da regional Baixa Cuiabana)

24.  Fernando Alves da Silva, de Peixoto de Azevedo (diretor da Regional Vale do Guaporé)

25.  Francisca Ilmarli Teixeira, de Alta Floresta (diretora da Regional Médio Teles Pires)

26.  Kleber Solera, de Sinop (diretor da Regional Vale do Teles Pires)

27.  Carlito Pereira da Rocha, de Juína (diretor da Regional Vale do Juruena)

28.  Antônio Márcio Pinheiro Ramos, de Nova Olímpia (diretor da Regional Vale do Paraguai)

29.  Moisés de Almeida e Silva, de Rosário Oeste (diretor da Regional Alto Paraguai)

30.  Omar Cirino de Souza, de Barra do Garças (diretor da Regional Vale do Araguaia)

31.  Paulo Roberto Guimarães, de Canarana (diretor da Regional Médio Araguaia)

32.  Lucimeire Lázara da Silva Oliveira Ananias, de Confresa (diretora da Regional Baixo Araguaia)

33.  Bartolomeu Basili Belmonte, de Rondonópolis (diretor da Regional Serra da Petrovina)

34.  Doralice Vieira de Castro, de Jaciara (diretora da Regional Vale do São Lourenço)

 

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3 comentários

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  • por Professor ?, em 13 Ago 2019 às 11:29

    Só vira professor no Brasil aquele indivíduo que não conseguiu fazer nenhum outro curso a não ser o de pedagogia na Unemat ou Unopar. Tentaram fazer um movimento aqui em cds deu 10 pessoas kkkkkk PT e “professores” demagogos !!!

  • por Bolsonaro2022, em 13 Ago 2019 às 11:02

    Petista é assim, não gosta da tutura, mais apoia Maduro, não gosta de trabalhar mais que dinheiro fácil, não gosta de ler mais se acham bem informados, não estudam e são intelectuais. A mamata acabou, vão trabalhar

  • por Romario, em 13 Ago 2019 às 08:55

    Nao apoiam tortura? Oq acontece na Venezuela a presidente do Pt foi la apoiar o Maduro. Nao acha que aquele povo vem sendo torturados. Professores petistas deviam ter vergonha na cara.

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