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20 Ago 2019 - 10:40

Defaz: ex-adjunto diz que atestou recebimento, mas não conferiu

Francisvaldo Pereira de Assunção foi preso durante operação da Delegacia Fazendária nesta segunda

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O ex-adjunto Francisvaldo Pereira de Assunção, preso na manhã desta segunda-feira (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

O ex-adjunto Francisvaldo Pereira de Assunção, preso na manhã desta segunda-feira

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O ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção, reconheceu à Polícia Civil que assinou o atestado de recebimento de materiais escolares no valor de R$ 2 milhões, no entanto disse que não teria conferido se foram entregues em sua totalidade. A aquisição está no centro da Operação Fake Delivery, desencadeada nesta segunda-feira (19).

 

Francisvaldo foi preso na ação, deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz). Ele teria integrado um suposto esquema que realizou a compra de materiais escolares diversos pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para escolas indígenas, em 2014. Parte deste material, segundo a Defaz, jamais foi entregue.

 

Segundo apurou a investigação, do total adquirido, R$ 880 mil em materiais foram entregues e estocados na Seduc. O restante, R$ 1,1 milhão, “ninguém sabe dizer onde foi parar”, disse o delegado Luiz Henrique Damasceno, em entrevista na tarde de segunda-feira.

 

O ex-adjunto prestou esclarecimentos à Defaz após a prisão. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, o depoimento de Francisvaldo foi “evasivo”.

 “Ele não soube dizer, apenas apontou que atestou o recebimento, mas não teria sido o responsável pela conferência. Ele não sabe dizer o que houve com o dinheiro. Foi evasivo”, disse a fonte.

 

Pesa contra Franscisvaldo a acusação de ter assinado 28 notas atestando a chegada dos R$ 2 milhões de materiais na Secretaria. 

 

Francisval deve ser ouvido novamente pelas autoridades policiais.

  

Operação Fake Delivery

 

A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário adjunto e também um mandado de busca e apreensão na casa dele e da ex-secretária da Pasta à época, deputada federal Rosa Neide (PT).

 

Ele foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino.

 

Segundo a Polícia Civil, apesar da busca e apreensão na casa da parlamentar, não há provas sobre a participação dela no suposto esquema.

 

Para a Polícia Civil, elementos iniciais da análise dos processos apontam que parte dos materiais escolares foram entregues no setor de patrimônio da Seduc, correspondente ao valor de R$ 884.956,48 (direcionados à comunidades indígenas, campo e quilombola) e que o montante de R$ 1.134.836,76 em material foi “supostamente” entregue diretamente na sede da Seduc a Francisvaldo, sem que restasse evidenciado o destino desse volume expressivo de mercadoria.

 

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