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21 Ago 2019 - 14:24

"Tentaram macular a imagem de delegado", afirma diretor da PJC

Delegado Rafael Scatolon deixou investigação sobre grampos e foi para a Delegacia Fazendária

Mídia News

Alair Ribeiro/Mídia News

 (Crédito: Alair Ribeiro/Mídia News)

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O diretor-geral da Polícia Civil Mário Dermeval Aravechia afirmou que a divulgação de uma foto do delegado Rafael Scatolon ao lado de colegas - testemunhas do ex-secretário de Segurança e também delegado Rogers Jarbas na Operação Esdras - foi uma tentativa de “macular” sua imagem.
 
A foto em questão foi postada em uma rede social e levantou a suspeita de que Scatolon teria ligação com testemunhas (delegados) ligadas a Rogers Jarbas, a quem ele investiga.
 
O ex-secretário é acusado de participar de uma trama para obter a suspeição do desembargador Orlando Perri nas ações decorrentes do esquema de escutas clandestinas, chamado "grampolândia pantaneira".
 
Na quinta-feira (15), Scatolon foi retirado dos inquéritos policiais que apuram o caso.
  
 
Tentaram denegrir a imagem do colega, tentaram macular a imagem dele como se houvesse algum tipo de investigação que pudesse prejudicar esse tipo de relação e isso nunca procedeu
Nos bastidores, a informação é de que a saída de Scatolon se deu após desentendimentos internos com outros investigadores que também atuam no caso. No entanto, Dermeval nega que tenha haviado desentendimentos.
 
“Infelizmente, por conta de uma fotografia acabou se criando um cenário totalmente equivocado. É uma imagem em que diversos delegados aparecem enfileirados e isso não quer dizer absolutamente nada. Tentaram denegrir a imagem do colega, tentaram macular a imagem dele como se houvesse algum tipo de relação que pudesse prejudicar a investigação. E isso nunca procedeu”, disse o diretor-geral da Polícia.
 
“O que se buscou foi que a investigação prosseguisse de maneira harmônica, sem que houvesse prejuízo à imagem dos delegados”, completou. 
 
Segundo o diretor-geral, Scatolon desempenha um trabalho “muito qualificado e competente” dentro da Polícia Civil. Devido a isso, ele foi integrar a Delegacia de Crimes Fazendários (Defaz) a fim de reforçar os quadros da unidade.
 
“Na realidade hoje nós enfrentamos uma crise, com défict de efetivo considerável. [...] O profissional que é o doutor Rafael Scatolon é muito qualificado e competente e tem o perfil que nós buscávamos para que houvesse essa melhor composição nos quadros da Defaz”.
 
Delegadas se mantém no caso
 
Scatolon integrava o grupo de três delegados, composto também por Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira, designados para atuar exclusivamente no caso. 
 
“As duas delegadas prosseguem sem mudanças em uma possível investigação. A definição da mudança da equipe foi uma decisão minha, tomada em conjunto com o delegado que me substituía na ocasião”, disse Dermeval.
 
Após a mudança, o nome da delegada Ana Cristinal Feldner – que já atuou a frente do caso na Polícia Civil – foi ventilado para ocupar o lugar deixado por Scatolon. No entanto, ele afirmou que não houve convite à oficial. “Não há convite nenhum feito, só boatos”, disse.

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