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21 Ago 2019 - 15:54

Chefe do MPE diz "torcer" para que placas dos grampos apareçam

Cabo da PM disse que jogou no rio os equipamentos que teriam sido usados nas escutas ilegais

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O chefe do MPE, José Antônio Borges:

O chefe do MPE, José Antônio Borges: "Essa placa é um bem público, e não pode ‘desaparecer’"

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O procurador-geral de Justiça José Antônio Borges afirmou estar "torcendo" para que sejam encontradas as placas da marca Wytron, que teriam sido usadas em grampos ilegais em Mato Grosso e jamais foram localizadas.

 

Em depoimento recente, o cabo da Policia Militar Gerson Correa e o coronel Evandro Lesco, réus no caso conhecido como “Grampolandia Pantaneira”, afirmaram que as placas utilizadas em um escritório de “arapongagem” teriam sido doadas pelo Ministério Público Estadual à Polícia Militar, citando o ex-procurador geral Paulo Prado.


No entanto, segundo o cabo Gerson, antes do esquema de escutas ilegais vir à tona, as placas foram descartadas no Rio Cuiabá, por ele mesmo.

 

“Essas placas não podem ser meramente descartadas. Eu comparo essas placas a uma arma. Arma você tem que ter cuidado. Ele tinha um objetivo e uma potencialidade de fazer os desvios. É um equipamento sério, não um simples 'placazinha' de computador. Ela é especializada. Tanto que custou R$ 34 mil. Essa placa é um bem público, e não pode ‘desaparecer’", disse, em conversa com jornalistas na terça-feira (20).

 De acordo com os militares, as placas foram doadas pelo ex-procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, a Polícia Militar. Em razão da suspeita, investigações internas foram determinadas pelo atual chefe do órgão. Durante a apuração, o MPE localizou um termo de cessão da placa assinado entre o órgão e a Polícia Militar.

 

Segundo Borges, ele deseja que essas placas apareçam para que assim sejam sanadas as dúvidas sobre o caso.

 

“Recentemente, parece-me que ele entregou para a Polícia um pendrive. Eu torço para que essas placas apareçam. Seria ótimo que essas placas aparecessem. Até porque, lá tem o sistema e nós precisamos saber o que eles gravaram e efetivamente o que aconteceu”, afirmou.

 

Provas à Polícia Civil

 

O cabo Gerson Correa entregou à Polícia Civil um pendrive que contém supostas ligações que podem comprovar a veracidade do esquema de interceptações telefônicas ilegais ocorridas em Mato Grosso.

 

Ainda foi entregue pelo militar um dispositivo chamado hardlock – semelhante a um pendrive, utilizado para restringir o uso de um determinado programa – da marca Wytron, que supostamente pertenceria ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

O dispositivo é necessário para a instalação das placas de escutas ilegais, que segundo o cabo Gerson. Os dispositivos seriam as primeiras provas físicas relativas ao caso apresentadas às autoridades.

 

Placa cedida à PM

 

Um levantamento interno do MPE mostrou que o órgão cedeu formalmente à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) duas placas e um hard-lock da marca Witron. 

 

O termo de cessão, assinado no ano de 2010, foi localizado no Arquivo Central da Procuradoria Geral de Justiça.

 

Segundo Borges, a assinatura do termo coube ao então procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho e o secretário-adjunto de Assuntos Estratégicos da Sejusp à época, Alexandre Bustamante dos Santos.

 

“Eu coloquei a procuradoria abaixo. Foram colocadas cinco pessoas nos nossos arquivos e nós encontramos um rastro dessas placas. Essas placas foram entregues para a Secretaria de Cidadania e Justiça. No termo de assinatura diz que foram entregues. A questão é: onde estão essas placas? Foram as nossas placas usadas nessa Grampolândia?”, indagou o chefe do MPE.

 

A grampolândia

 

O escritório de escutas telefônicas foi criado, segundo depoimentos de PMs, ainda na campanha para o Governo do Estado em 2014, a pedido do advogado Paulo Taques, primo do ex-governador Pedro Taques (PSDB). E, ainda conforme os policiais, as escutas prosseguiram durante o governo do tucano.

 

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