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Agência da Notícia, Domingo 22 de Setembro de 2019

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22 Ago 2019 - 08:21 | Atualizado em 22 Ago 2019 - 11:01

Gaspar Lazzari é detido pela Polícia Federal e encaminhado para Barra do Garças

São alvos de prisão o ex-prefeito de Confresa, Gaspar Lazzari, e o assessor parlamentar Marcelo Faustino

Agência da Notícia - Redação

Agência da Notícia/Reprodução

 (Crédito: Agência da Notícia/Reprodução)

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Atualizada as 10hs: Na manhã desta quinta-feira, (22), a Polícia Federal de Barra do Garças efetuou a prisão do ex-prefeito do município de Confresa, Gaspar Domingos Lazzari, cumprindo o mandado de prisão expedido pela Operação Tapiraguaia juntamente com o apoio do Ministério Público Federal.

A esposa do ex-prefeito, Aline Araújo, confirmou ao Site Agência da Notícia que policiais estiveram na residência família e o encaminharam para Barra do Garças para prestar depoimento. O advogado de Gaspar está deslocando de Goiânia para Barra onde deve acompanhar o depoimento do ex-prefeito.

Além de Gaspar, o ex-deputado Valtenir Pereira também teve mandados de busca e apreensão expedido pela Polícia Federal.

Tapiraguaia 2

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (22/8) a segunda fase da Operação Tapiraguaia. A ação visa combater um esquema de desvio de recursos públicos federais e pagamento de propinas nas prefeituras de Confresa e Serra Nova Dourada.

Participam da ação mais de 30 policiais federais e servidores da CGU, que cumprem 12 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas e sete medidas cautelares nos municípios mato-grossenses de Cuiabá, São Félix do Araguaia, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Apiacás e também em Brasília. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças, que também determinou o sequestro de bens e valores.

O material colhido aponta que um ex-deputado federal de Mato Grosso (hoje suplente de deputado), no período entre 2014 a 2016, teria montado um esquema criminoso em conluio com empresários e prefeitos de Confresa e Serra Nova Dourada. Segundo a PF, cerca de R$ 601 mil teriam sido utilizados para pagamentos de propina.

As investigações mostram que o então deputado teria viabilizado a realização de convênios entre o Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional da Defesa Civil e as prefeituras, amparando-se na justificativa de construção de pontes de concreto emergenciais, devido às enchentes provocadas pelas chuvas.

Os prefeitos, beneficiados com os recursos federais, realizavam licitações repletas de irregularidades, combinando previamente com os empresários contratados para a execução das obras. Os políticos exigiam propinas a essas pessoas, na medida em que fossem realizados os pagamentos.

Os valores utilizados nas propinas provinham na maioria das vezes de medições fraudulentas, como atestados de serviços não realizados ou realizados a menor. Os montantes eram repassados aos gestores municipais e ao ex-deputado, por meio de depósitos/transferências em contas de terceiros.

A análise policial também aponta a emissão de cheques, entregas de dinheiro em espécie e até mesmo pagamento de boletos e contas dos gestores públicos (contas de energia, boletos de estabelecimentos comerciais, dívida em hotéis, etc). Os valores repassados ao deputado eram, em regra, depositados em contas bancárias de seus assessores ou de empresas a eles vinculadas, sendo que uma das empresas é fantasma.

Ainda segundo a PF, os assessores e as respectivas empresas recebiam valores avulsos das prefeituras por suposta prestação de serviços de assessoria e consultoria para liberarem as parcelas dos convênios por meio de lobby. As obras da prefeitura de Confresa/MT teriam gerado em torno de R$ 413 mil em propinas aos agentes públicos envolvidos, enquanto as de Serra Nova Dourada o montante de R$ 187 mil.

São alvos da operação o ex-deputado federal, dois assessores, dois prefeitos, uma presidente de comissão de licitação, dois engenheiros fiscais e um assessor jurídico. Os investigados irão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e crimes licitatórios, podendo pegar até 40 anos de prisão.

*O nome da operação faz referência à palavra “Tapiraguaia”, primeiro nome do município de Confresa/MT. O termo é uma junção das palavras “Tapirapé” e “Araguaia”, dois rios da região norte mato-grossense.

  • Gaspar Lazzari é detido pela Polícia Federal e encaminhado para Barra do Garças
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  • por RAIMUNDO PEREIRA DA ROCHA, em 22 Ago 2019 às 13:25

    Porque São Félix do Araguaia está na lista? Pelo que sei neste mandato não tem nada haver com essa operação.

  • por welio viana, em 22 Ago 2019 às 09:31

    a respeito do Gaspar, pensei que a justiça não ia ser feita. demorou muito.

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