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6 Set 2019 - 11:00

Delegado descarta pirotecnia e questiona "boa vontade" de Riva

Ex-presidente da Assembleia Legislativa criticou a ação da Delegacia Fazendária contra seu filho

Mídia News

Alair Ribeiro/MidiaNews

O delegado Lindomar Tofoli, responsável pela investigação da Operação Especialista (Crédito: Alair Ribeiro/MidiaNews)

O delegado Lindomar Tofoli, responsável pela investigação da Operação Especialista

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O delegado Lindomar Tofoli, da Delegacia Fazendária (Defaz), rebateu o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que classificou como “pirotecnia” a Operação Especialista, que cumpriu três mandados de busca e apreensão contra seu filho, o médico José Geraldo Riva Júnior.

 

Tofoli argumentou que os mandados foram expedidos pela Justiça e a Defaz apenas “fez seu papel” ao cumpri-los.

 

A ação apura a suspeita de que Júnior tenha apresentado documentação falsa para obtenção de certificado de especialista em Medicina de Tráfego, junto ao Departamento do Trânsito de Mato Grosso (Detran).

 

O ex-deputado argumentou que o filho fez o curso que é questionado e bastava a Defaz pedir que ele mesmo entregaria o certificado.

 O delegado, porém, afirmou que não poderia contar com essa “boa vontade”.

 

“Eu fiz o meu papel. Pedi a busca e apreensão e a Justiça concedeu. Ponto. Como você acha que alguém vai entregar por livre e espontânea vontade um documento que o incrimina? Não posso contar com essa boa vontade”, disse o delegado.

 

Conforme o delegado, a investigação teve início após denúncia do próprio Detran. A autarquia, inclusive, vai instaurar um procedimento administrativo para apurar o caso.

 

“Nós recebemos uma denúncia oriunda do Detran declarando que o médico José Geraldo Riva Júnior teria sido habilitado possivelmente de forma fraudulenta. O órgão encaminhou para a gente uma cópia do ofício vindo da reitoria da PUC de Goiás citando que ele não tinha concluído o curso”, disse Toffoli.

 

“Além disso, a PUC também informou que as assinaturas contidas no certificado não eram autênticas e o timbre não era da universidade. E, por isso, aquele documento era falso”, completou.

 

Tofoli disse que solicitou ao Detran cópia do processo de habilitação do médico, mas a autarquia informou que faltavam vários documentos na pasta dele, inclusive o certificado do curso supostamente feito na PUC.

 

“O procedimento correto nesse caso é pedir a medida judicial de busca e apreensão para localizar essa documentação original até para que se possa averiguar as informações de quem autenticou, de quem validou essa documentação, o que realmente aconteceu para que se chegasse essa situação atual dele estar atuando junto ao Detran sem a devida habilitação para isso”, afirmou o delegado.

 

Tofoli afirmou que durante o cumprimento dos mandados conseguiu localizar o certificado e, caso seja constatado que ele é realmente falsificado, irá pedir a exoneração de Júnior do Detran.

 

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