Agência da Notícia

Há 14 anos no MT

Agência da Notícia, Segunda-feira 16 de Setembro de 2019

0 9
:
4 7
:
3 9

Últimas Noticias

Campanha Publicitária

Internauta AN

publicidade

Notícias / Polícia

9 Set 2019 - 14:17

Madrasta é presa acusada de matar criança para ficar com herança

Antes de morrer, criança chegou a ser internada nove vezes em hospitais da Capital

Redação

Alair Ribeiro/Mídia News

 (Crédito: Alair Ribeiro/Mídia News)

Publicidade

A Polícia Civil prendeu uma mulher acusada de ter matado por envenenamento sua enteada, uma criança de 11 anos, em julho deste ano em Cuiabá. Segundo os investigadores, durante dois meses a mulher deu doses diárias de veneno até que a criança não resistisse e morresse.
 
O crime foi descoberto pela Polícia Civil, em investigações de inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), de Cuiabá.
 
A suspeita, de 42 anos, foi presa nesta segunda-feira (09), em cumprimento de mandado de prisão temporária de 30 dias.
 
A investigação aponta que a madrasta matou a criança com uso de um veneno com venda proibida, ministrando gota a gota, em pequenas doses durante dois meses, entre abril e junho de 2019.
 
No dia 14 de junho, a vítima M.P.C.O. morreu de causa até então indeterminada. A vítima deu entrada em um  hospital particular, já em óbito.
 
Inicialmente houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois havia inchaço na genitália, mas depois foi descartado o abuso durante a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
 
O laudo pericial apontou morte por causa indeterminada. A Politec colheu materiais para exames complementares. Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.
 
"Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarréia, tremores, confusão mental, convulsões, etc.", explicaram os  delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que conduzem as investigações.  
 
Conforme os delegados, as investigações apontam para autoria da madrasta. "Notamos que a menina era envenenada a conta-gotas, ou seja, ela ia dando um pouquinho do veneno, para não aparecer, porque chega no hospital, a criança está passando mal, morre de causa indeterminada, por alguma infecção, pneumonia, meningite, como muitas vezes suspeitaram", salientam.
 
Os delegados informaram que todas as vezes em que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital. Lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. O sofrimento durou cerca de dois meses, em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.
 
Na última vez que foi parar no hospital, a menina chegou já em óbito. Por conta disso, o hospital não quis declarar o óbito, mas suspeitava de ser meningite. Nessa ocasião, foi acionada a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), que diante de falta de evidências sobre morte violenta, requisitou vários exames por precaução. Em um desses exames periciais foi detectada a substância venenosa no sangue da menina.
 
Motivação
 
Assim, o caso foi encaminhado à Deddica, que procedeu com toda a investigação descobrindo o plano de envenenamento, por conta de um herança que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital, na Capital, por erro médico.
 
A ação foi movida pelos avós maternos da criança, que ingressaram na Justiça pela indenização, que em 2019, após 10 anos, foi encerrado o processo, com causa ganha a família de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.
 
Parte do dinheiro ficaria depositado em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada um pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso após a maioridade, aos 24 anos.  
 
O pagamento da ação iniciou em 2019. Até 2018, a menina era criada pelo avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô faleceu também, passando a garota a ser criada, naquele mesmo ano, pelo pai e madrasta. A partir daí, segundo a investigação, começou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.
 
"Mas quem era responsável mesmo era a madrasta e era ela quem gerenciava os cuidados com a menina", afirmam os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi.
 
A mulher, que não teve o nome divulgado ainda, foi ouvida após a morte da menina e contou que convive com o pai da vítima desde que ela tinha 2 anos de idade e que se considerava mãe dela. Ela declarou que a afilhada começou a ficar doente em 17 de abril de 2019, apresentando dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito.
 
A suspeita foi levada para a sede da Deddica, em Cuiabá.

Inserir comentário

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

Notícias Relacionadas

 
Sitevip Internet