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5 Out 2019 - 08:20

Polícia Civil apreende 17 toneladas de materiais de construção adquiridos com cartões clonados

Estelionatários informaram que haviam recebido como herança uma fazenda situada no município de Água Boa

Redação

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A Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças, por meio de investigações da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf) e com o apoio do Núcleo de Inteligência da unidade, apreendeu uma carga de 17 toneladas de materiais de construção, adquiridas em uma loja da cidade com cartões de crédito clonados, totalizando o valor de R$ 61.286,20. Na mesma ação, a loja de materiais de construção, que ainda desconhecia o golpe, foi advertida a não entregar outra compra feita pela quadrilha de estelionatários no valor de R$ 42.032,00.

Segundo o delegado Wilyney Santana Borges, titular da Derf de Barra do Garças, a ação policial evitou um prejuízo inicial de R$ 103.318,02. As investigações iniciaram quando a Polícia Civil recebeu a informação de que uma quadrilha de estelionatários estava adquirindo materiais de construção em uma empresa da cidade e para o pagamento repassavam dados de cartões de crédito clonados de outras pessoas terceiros. Os estelionatários parcelavam a compra e diziam que a mercadoria seria retirada na loja.

Golpe 

Para não chamar atenção dos vendedores, os estelionatários informaram que haviam recebido como herança uma fazenda situada no município de Água Boa, e que reformariam as instalações já existentes, necessitando assim de quantidade expressiva de material de construção.

Para finalizar a compra, os suspeitos repassavam os dados dos cartões de crédito para a empresa e, após a aprovação das vendas, entravam em contato com caminhoneiros que fazem frete na cidade de Barra do Garças, contratando o serviço. Quando a mercadoria era retirada da loja, em tese para ser levada até Água Boa, os golpistas novamente entravam em contato com o caminhoneiro que havia retirado os materiais, dizendo que seria necessário fazer o transbordo da mercadoria para outro caminhão, pois seguiriam a outro destino diverso do que constava na nota fiscal.

As mercadorias eram colocadas neste outro caminhão, ainda em Barra do Garças, em uma rua com pouco movimento, próximo ao fórum da cidade. A quadrilha entrava em contato com outros motoristas que fazem frete em Goiânia (GO) para contratar o transporte. Quando a mercadoria chegava na capital goiana, os falsários diziam para o caminhoneiro que seria necessário fazer o transbordo da mercadoria para outro veículo, que ia para local ainda ignorado.

Segundo o delegado Wilyney Borges, a princípio, os caminhoneiros contratados para o transporte da mercadoria também foram enganados pela quadrilha, que comandava todas as ações por meio de telefonemas e aplicativos. Foi apurado que nem os vendedores e os caminhoneiros tiveram contato físico com o suposto dono da mercadoria.

Os investigadores descobriram que o grupo criminoso já tinha conseguido comprar, no período de 16 a 23/09/2019, a quantia de R$ 216.086,86 em mercadorias na mesma empresa e já retiraram os produtos da loja, causando prejuízo financeiro que poderão recair sobre a empresa de material de construção ou da administradora de cartões de crédito, pois os titulares dos cartões, ao receberem as faturas, vão contestar as compras.

As investigações apuraram que entre as vítimas que tiveram seus cartões de crédito clonados está um magistrado da área criminal de São Paulo. Segundo apurado pela Polícia Civil, os estelionatários pretendiam comprar mais de R$ 1.000,000,00 em mercadorias utilizando cartões clonados, golpe interrompido pela ação policial.

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