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Notícias / Polícia

9 Out 2019 - 14:18

Delegado diz que marido deixou muitas provas e tinha "álibi frágil"

Corpo de Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, foi encontrado na tarde de terça-feira em Sinop

Mídia News

Só Notícias

 (Crédito: Só Notícias)

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O delegado Carlos Eduardo Muniz avalia que o mau planejamento e execução do assassinato da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, em Sinop, contribuíram para o trabalho investigativo da Polícia Civil no caso.
 
Isso porque, segundo Muniz, o marido da vítima, o empresário Ronaldo Rosa, deixou muitas provas, demonstrando “desespero”.
 
“Quando a pessoa faz esse tipo de situação com tantas provas dentro do veículo, isso para mim não é frieza, é desespero. Isso demonstra que são criminosos que não tiveram preocupação com o resultado do que fizeram”, afirmou o delegado.
 
Zuilda estava desaparecida desde o dia 27 de setembro e seu corpo só foi localizado na terça-feira (8), na zona rural de Sinop (499 km de Cuiabá).
 
O marido é apontado como autor do crime, contando com a ajuda do policial militar Marcos Vinícius Pereira Ricardi, que trabalhava no restaurante de espetinhos do casal e foi preso também na terça.
 
O delegado ainda apontou que o álibi apresentado por Ronaldo era fraco, o que elevou ainda mais as suspeitas contra a versão apresentada por ele ao reportar o "desaparecimento" da enfermeira, no dia 28 do mês passado.
 
“As pessoas, quando cometem um delito, tentam criar álibis. Elas tentam criar versões fantasiosas para induzir quem quer que seja de que não foram elas que cometeram aquele delito. Porém, nesse caso, esse tipo de álibi é muito frágil”, disse.
 
Foragido
 
A Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva contra Ronaldo, porém a Polícia ainda não conseguiu localizá-lo.
 
Apesar disso, Muniz está confiante de que os policiais conseguirão prendê-lo em algum momento. O delegado ainda condenou o suspeito a uma prisão pessoal onde ele mesmo se colocou ao fugir da Polícia.
 
“Nesse tempo todo que eu já estou como delegado de Polícia, eu já aprendi que a pessoa não foge a vida inteira. Uma pessoa que foge a vida inteira já está presa no próprio destino. Então nós, como policiais, acreditamos que uma hora ou outra vamos encontrá-lo, vamos prendê-lo”, assegurou.
 
O crime
 
Com base no depoimento do PM que participou do assassinato, o delegado relatou que o marido teria chamado o policial para “dar um susto” na vítima, forjando um assalto.
 
“Eles estavam juntos, o marido e o policial. Conforme o interrogatório, houve a suposta tentativa de roubo e agressões por parte do Ronaldo. Esse policial militar teria sido convidado pelo marido para participar”, expôs Muniz.
 
No entanto, o plano teria dado errado em algum momento, resultando na morte da enfermeira.
 
O delegado disse que Zuilda foi espancada e enforcada pelo marido. A enfermeira teria caído no chão já sem vida. Com isso, Ronaldo teve a ideia de desovar o corpo em um bueiro. O corpo foi arrastado até um córrego em uma região de mata.
 
Marcos Vinicius foi quem apontou onde o corpo da enfermeira havia sido ocultado. O local é de difícil acesso com cerca de 700 metros de mata fechada. O corpo chegou a ser arrastado pela água de uma tubulação por cerca de 1,5 km.
 
Por conta do tempo e da água, o corpo da vítima já estava em avançado estado de decomposição e com diversos danos. Porém, ela foi identificada pelo relógio de pulso e outros acessórios.
 
O crime teria sido motivado por problemas no relacionamento do casal. Conforme o delegado, os dois viviam discutindo e o crime é configurado como feminicídio.
 
Apesar da versão apresentada pelo militar, Muniz afirmou que as provas coletadas ao longo da investigação devem apontar com mais precisão as circunstâncias do crime.
 

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