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Notícias / Polícia

10 Out 2019 - 14:29

Vídeo mostra garimpo ilegal sendo explodido após operação da PF

Justiça havia determinado destruição de tudo que for encontrado em lavra, em Aripuanã

Mídia News

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

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Um vídeo divulgado nesta quarta-feira (09) registrou o momento em que o garimpo ilegal de Serra do Expedito, em Aripuanã (1.002 km de Cuiabá), foi explodido pela Polícia Federal.
 
A ação ocorreu na tarde da última terça-feira (08), em decorrência de uma decisão judicial que determinou a destruição de tudo encontrado na lavra.
 
No início da semana, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Trype, que combate garimpos ilegais no Estado.
 
Nas imagens aéreas, é possível ver o exato momento em que a dinamite explode e terra e fumaça sobem.
 
Já na manhã de hoje, a Polícia queimou parte do maquinário utilizado no garimpo ilegal. 
 
Operação Trype
 
Na segunda-feira (07), a PF deflagrou a operação em decorrência da ordem judicial que estabelece a destruição de tudo encontrado na lavra ilegal.
 
Cerca de 300 garimpeiros saíram pelas ruas da cidade em protesto contra a operação policial, na terça-feira. O garimpo interditado abrigava 1,5 mil homens e mulheres.
 
O movimento exigia a retomada de bens que ficaram no garimpo, dentre eles o maquinário.
 
A Polícia Militar informou que os manifestantes ameaçaram os comerciantes caso não fechassem os estabelecimentos nesta manhã.
 
Os garimpeiros disseram que iriam invadir as propriedades comerciais e praticariam atos de vandalismo. Isso causou pânico entre os moradores da cidade.
 
Situação de emergência
 
A Prefeitura de Aripuanã decretou situação de emergência social na cidade, após a desocupação de um garimpo ilegal localizado na Serra do Expedito. A decisão foi publicada nesta quarta, no Diário Oficial do Estado.
 
No decreto assinado pelo prefeito Jonas Rodrigues da Silva (PR), que tem validade de 180 dias, consta que cerca de 2 mil pessoas que habitavam o garimpo estão desalojadas no Município em situação de vulnerabilidade social.
 
O documento também afirma que grande parte dessas pessoas não possuem recursos financeiros suficientes para se alimentarem e voltarem para suas cidades de origem.
 
Além disso, o decreto também aponta o descontentamento dos garimpeiros com o fechamento da lavra ilegal. Isso tem causado manifestações e a Prefeitura teme que podem se transformar em motins violentos.


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