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6 Nov 2019 - 14:15

TCE vê sobrepreço de R$ 847 mil e proíbe prefeito de pagar obra

Auditoria viu duplicidade na computação de serviços de transporte e de limpeza no orçamento

Redação

Mídia News

 (Crédito: Mídia News)

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O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso homologou a medida cautelar concedida pelo conselheiro interino Luiz Henrique Lima que suspendeu as medições e futuros pagamentos pela obra de revitalização de vias na região da Vila Operária, em Rondonópolis.
 
A decisão unânime ocorreu na sessão plenária de terça-feira (05). A cautelar foi solicitada em razão da possibilidade de sobrepreço de R$ 847.640,91 pela computação em duplicidade do serviço de transporte e de limpeza no orçamento da obra. Juntos, eles representam 17,21% do valor global da licitação, de R$ 4.603.557,26.
 
A cautelar foi concedida em Representação de Natureza Interna proposta pela Secex de Obras e Infraestrutura em desfavor da Prefeitura Municipal de Rondonópolis, sob a gestão do prefeito Zé do Pátio. O julgamento singular foi disponibilizado na edição do DOC de 17/10.
 
Com a decisão singular, o engenheiro fiscal da obra, Caio Ferreira Andrade Vieira, foi impedido de fazer medições dos serviços de transporte e de limpeza da obra, sob pena de multa de 20 UPFs, em caso de descumprimento.
 
Da mesma forma, o prefeito teve que se abster de pagar por esses dois serviços, sob pena de multa de 20 UPFs para cada ato de desobediência e de responder solidariamente pelo dano causado ao erário.
 
Foi determinada ainda a citação do presidente da Comissão Permanente de Licitação, Alfredo Vinícius Amoroso, do engenheiro civil Frederico Fortaleza Silva; e da empresa Tripolo Construtora Ltda., para que em até 15 dias se manifestem sobre os dados apontados.
 
A Tripolo foi a vencedora da licitação pela proposta mais vantajosa e, em decorrência, foi firmado o Contrato nº 373/2019, assinado em 07/08/2019, com prazo de execução da obra em oito meses.
 
Na decisão, o conselheiro autorizou a continuidade dos demais serviços previstos no Contrato nº 373/2019, já que, de acordo com a Secex de Obras e Infraestrutura, ainda não foram detectadas medições da obra referente aos serviços apontados com o sobrepreço, "de forma que até o momento não há falar em caracterização de dano ao erário".

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