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15 Nov 2019 - 08:45 | Atualizado em 15 Nov 2019 - 08:52

Crescimento da dengue em MT já preocupa; combate ao Aedes Aegypti ganha reforço da UFMT

Redação

Reprodução Ilustrativa

 (Crédito: Reprodução Ilustrativa)

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Só neste ano, Mato Grosso teve um aumento significativo de mais de oito mil casos de dengue. Os dados foram divulgados no início de novembro, pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, até o mês de outubro, já foram registrados mais de um milhão de casos prováveis de dengue. Já no estado, a taxa de incidência da doença é de 250,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Conforme o levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) realizado no mês de setembro deste ano, em Cuiabá foram inspecionados 11.589 imóveis agrupados em 27 estratos, segundo a metodologia do Ministério da Saúde. A distribuição dos estratos ficou com 18,5% em alto risco, 74% em médio risco e 7,4% em baixo risco. Comparando estes resultados com o obtido no mês de maio de 2018, foi observado a redução de 28,6% no Índice de Infestação Predical (IIP) geral do município.

“Em Mato Grosso a taxa de incidência da doença é de 250,8 casos a cada 100 mil habitantes.”
A chikungunya teve 483 registros em Mato Grosso, o maior número de casos da região Centro-Oeste, com uma taxa de 13,9 enfermos, a cada 100 mil habitantes. A zika, registrou 205 casos até outubro deste ano, representando uma taxa de incidência de 5,9 infectados a da cada 100 mil pessoas. Ambas são doenças que também são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

Apesar da redução de índices comparado ao ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde alerta ao aumento de casos no estado. Só neste ano, três mortes foram confirmadas nos municípios de Confresa (734 km de Cuiabá), Primaverada do Leste (241km de Cuiabá) e São Felix do Araguaia (732 km de Cuiabá). Estão em investigação mais duas mortes.

Ao ‘O Bom da notícia’ a secretaria ainda informou que novo levantamento de dados está previsto para este mês de novembro, com mais atualizações de casos de dengue na capital.

UFMT entra no combate

Recentemente, o Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), descobriu uma nova forma de combater ao mosquito ‘Aedes Aegypti’. A pesquisa foi iniciada no ano de 2016, sob orientação do professor, doutor em Microbiologia Agrícola, Marcos Antônio Soares e pelo professor, doutor em Química Orgânica Sintética, Lucas Campos Cursino Vieira.

A pesquisa recebeu também a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que financiou - com recursos públicos -, a pesquisa.

“Aprovamos um projeto cujo objetivo geral era buscar novas formas de controle do mosquito. Desde então temos nos esforçados para buscar novos métodos de controle por meio de moléculas sintéticas e moléculas de outros organismos vivos”, explicou o professor doutor Marcos Antônio Soares.

O diferencial dos compostos sintéticos e organismos vivos é que o produto permanece ativo no ambiente por mais tempo e não afeta outros organismo. “São ambientalmente seguros e ecologicamente amigáveis”, afirmou o professor.

A propósito do grupo é dar continuidade no projeto para lançar novos produtos à população. Atualmente os pesquisadores têm oito compostos e pretende resgatar mais ativos e eficientes para o próximo ano.

Os colaboradores do projeto asseguraram que há moléculas já conhecidas e elas conseguem matar as larvas do mosquito eficientemente. 

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