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5 Dez 2019 - 14:16

Juíza cede carro blindado de réu por jogo do bicho à Polícia Civil

Frederico Müller é acusado de chefiar o grupo FMC Elo, rival da Colibri, que teria à frente João Arcanjo Ribeiro

Mídia News

Agência da Notícia/Reprodução

 (Crédito: Agência da Notícia/Reprodução)

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A juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, cedeu um carro apreendido com o empresário Frederico Coutinho Muller para ser usado como viatura pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil.
 
O carro - um Chrysler 300C preto fabricado em 2012 - é blindado e está avaliado em R$ 90 mil. Modelos mais recentes do veículo, que não é mais importado para o Brasil, pode ser encontrado até por cerca de R$ 220 mil.
 
Frederico é réu da ação penal oriunda da Operação Mantus, deflagrada pela GCCO em maio de 2019. Ele ficou preso por cerca de três meses. 
 
A ação desmantelou dois grupos envolvidos com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso. 
 
O empresário é acusado de chefiar o grupo denominado FMC Elo, supostamente rival da Colibri, que teria à frente João Arcanjo Ribeiro e o seu genro, Giovanni Rodrigues Zem.
De acordo com delegado Flávio Stringueta, além do Chrysler, outros quatros veículos apreendidos na operação, também foram cedidos pela juíza para o uso da GCCO.
 
A doação dos veículos, porém, segundo ele, é temporária. Conforme Stringuetta, caso os proprietários consigam recuperá-los na Justiça, eles serão devolvidos.
 
O carro importado do empresário já está envelopado com a logotipo da Polícia Civil e começou a operar na GCCO nesta semana. 
  
“Diante da atual crise financeira do nosso Estado, e considerando que esses veículos, se não disponibilizados para as polícias, ficam nos pátios ocupando espaço, gerando transtornos e se estragando, a sua utilização tanto atende às necessidades estatais quanto as do seu proprietário, pois, em caso dele conseguir a sua restituição, o veículo, por ter sido utilizado pelas polícias, foram pelo menos conservados”, afirmou Stringuetta.
 
Jogo do bicho
 
A operação foi deflagrada pela GCCO no dia 29 de maio. Na ocasião, além de Frederico, Arcanjo e Giovanni Zem, foram presas outras 33 pessoas. 
 
Os dois grupos, segundo as investigações, disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado. 
 
Em julho, o juiz Jorge Luiz Tadeus Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou as denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) referente aos dois grupos.
 
Na primeira denúncia, referente à organização “Colibri”, além de Arcanjo e Giovanni, também foram denunciados Noroel Braz da Costa Filho, Mariano Oliveira da Silva, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Agnaldo Gomes de Azevedo, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, e Valcenir Nunes Inerio, vulgo “Bateco”.
 
Todos vão responder pelos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

Já na segunda denúncia, referente à organização  Ello/FMC, além de Frederico Müller Coutinho foram denunciados,Dennis Rodrigues Vasconcelos, Indinéia Moraes Silva, Kátia Mara Ferreira Dorileo, Madeleinne Geremias de Barros, Glaison Roberto Almeida da Cruz, Werechi Maganha dos Santos, Edson Nobuo Yabumoto, Laender dos Santos Andrade, Patrícia Moreira Santana, Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, Rosalvo Ramos de Oliveira, Eduardo Coutinho Gomes, Marcelo Conceição Pereira, Haroldo Clementino Souza, João Henrique Sales de Souza, Ronaldo Guilherme Lisboa dos Santos e Adrielli Marques.
 
Pesam contra integrantes da Ello/FMC a prática dos crimes de organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

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