Agência da Notícia

Informação é Aqui!

Agência da Notícia, Quinta-feira 20 de Fevereiro de 2020

1 1
:
1 2
:
0 6

Últimas Noticias

Campanha Publicitária
publicidade

Notícias / Judiciário

13 Jan 2020 - 08:26

Família de jornalista se revolta: "Desrespeito com a sociedade"

Crime ocorreu no dia 28 de setembro do ano passado, no Bairro Bosque da Saúde

Mídia News

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

Publicidade

A família do jornalista Marcelo Ferraz, que foi morto a padradas em setembro do ano passado, está revoltada com a soltura do assassino confesso Jonh Lennon da Silva.
 
O alvará de liberdade foi expedido pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, na terça-feira (7), em decorrência de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça, em 17 de dezembro do ano passado.
 
Para o irmão da vítima, o empresário Guto Ferraz, fica o sentimento de impunidade e descrédito com a Justiça.
 
“O cara matou o meu irmão a pedradas, confessou o crime e foi solto. Isso eu nunca vi. Foi a pior coisa que recebemos, com muita tristeza. Ficamos até desiludidos com a Justiça desse Brasil”, afirmou.
 
“Foi muito desrespeito com a sociedade o que esse desembargador fez. [...] Isso é uma sacanagem muito grande com a sociedade, com todo mundo. Isso me deixa pior do que eu já estava”, completou.
 
A decisão foi tomada pela Primeira Câmara do Tribunal e teve o desembargador Marcos Machado como relator.
 
 
O cara matou o meu irmão a pedradas, confessou o crime e foi solto. Isso eu nunca vi. Foi a pior coisa que recebemos, com muita tristeza. Ficamos até desiludidos com a Justiça desse Brasil
A justificativa apresentada na decisão não foi o suficiente para o empresário. Segundo ele, Marcelo ser assassinado a pedradas foi o pior tipo de crime que poderia ter acontecido.
 
“Eu gostaria de saber se o desembargador aceitaria, se acontecesse alguma coisa com o filho dele, se matassem o filho dele a pedradas, e falassem que o crime não é grave”, questionou Ferraz.
 
Apesar da crítica de Ferraz, na decisão a Primeira Turna reconheceu a gravidade do crime. A turma entendeu que a prisão do réu foi baseada em “conceitos genéricos” e que apenas a gravidade do crime e o clamor popular não são suficientes para a manutenção da reclusão.
 
“Não obstante, a gravidade da conduta atribuída ao paciente - assassinato da vítima em praça pública -, recomenda a imposição de medidas alternativas à prisão, pelo Tribunal, que exerce o poder cautelar inerente à jurisdição sobre o fato, na condição revisional e de controle de legalidade, como forma de harmonizar ‘os direitos do paciente com a necessidade de manutenção da ordem pública’”, afirmou o relator.
 
"Família despedaçada"
  
De acordo com Guto, o crime destruiu a sua família, principalmente sua mãe, de 65 anos.
 
Ele revelou que, desde o crime ocorrido em setembro de 2019, sua mãe está com depressão e vive a base de remédios.
 
“Depois disso ela adoeceu, está de cama, só no remédio 24 horas, chorando o tempo todo, desesperada, não come. Acabou com a vida da mulher”, disse.
 
Agora, o empresário contou que a família avalia a possibilidade de morar no exterior e deixar a situação deplorável para trás.
 
“No Brasil, a gente vive na impunidade. Acho que nem morar mais no Brasil nós iremos mais. Estamos querendo mudar do Brasil”.
 
Relembre o caso
 
Jonh Lennon estava preso desde o dia 1º de outubro pela morte do jornalista. Na ocasião, o acusado confessou o crime e disse que estava sob efeito de drogas.
 
Marcelo foi assassinado com pedradas na cabeça no dia 28 de setembro, em um terreno baldio, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.
 
Jonh Lennon havia dito em depoimento que cometeu o homicídio porque encontrou a namorada mantendo relação sexual com Marcelo.
 
No depoimento que deu ao delegado Fausto Freitas, B.B.V. confirmou que, de fato, tinha um relacionamento com Jonh Lennon e que, no dia do crime, estava com o rapaz e mais outro usuário de drogas próximo da Avenida Rubens de Mendonça. Mas ela reforçou não ter tido nenhum contato íntimo com Marcelo.
 
Ela contou que um dado momento, Jonh Lennon saiu do local e retornou pouco depois na companhia de Marcelo. Em seguida, o grupo se deslocou até o terreno baldio onde, dois dias depois, o jornalista foi encontrado morto.
 
No local do crime, a mulher contou que se desentendeu com o grupo e saiu, permanecendo no terreno apenas o suspeito e a vítima. 

Comentários no Facebook

Comentários no Site

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

Notícias Relacionadas

 
Sitevip Internet