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21 Fev 2019 - 08:25

Análise: virada em Itaquera abre leque de opções ao ataque do Corinthians. Mas a defesa...

A vitória por 4 a 2 sobre o modesto Avenida, décimo colocado entre 12 times do Campeonato Gaúcho, foi o maior desafio do Corinthians na temporada – maior até do que Palmeiras ou São Paulo, dois rivais locais que o Timão venceu em clássicos pelo Paulistão.

Afinal, em vez de jogar como gosta, sem a bola e investindo em transições rápidas, contra-ataques e triangulações, o Corinthians saiu perdendo por 2 a 0 e teve de deixar a zona de conforto. Fábio Carille se viu na obrigação de agir, fez mudanças (de peças e táticas) durante o jogo e descobriu boas opções para o ataque, que fez quatro gols.

Pedrinho jogou bem, Vagner Love foi o motor da reação corintiana, Sornoza deu mais uma assistência, e Gustagol, claro, marcou mais um.

Mas, se o duelo da segunda fase da Copa do Brasil apresentou alternativas ofensivas, reforçou que a defesa precisa de ajustes – e de trocas, por que não? Manoel e Henrique, juntos, não têm funcionado, e até Cássio falhou no primeiro gol do Avenida.

O adversário da terceira fase do torneio nacional sairá do duelo entre Foz do Iguaçu e Ceará, quarta-feira que vem. Enquanto isso, o foco volta ao Paulistão: tem jogo contra o Botafogo, em Ribeirão Preto, às 19h (de Brasília) do domingo.


Poder de reação
O Corinthians teve os piores 10 minutos do ano ao sofrer, justamente, dois gols do surpreendente Avenida em jogadas rápidas diante de uma zaga perdida – o segundo gol, de Tito, mostra Manoel e Henrique perdidos no lance e sem chance de anular a jogada.

No entanto, depois disso, o time reagiu aos poucos. Principalmente a partir da entrada de Vagner Love, na vaga de Ralf, com apenas 27 minutos de jogo. Movimentando-se muito, o camisa 9 seria a chave da virada corintiana em Itaquera.

As variações propostas por Carille também chamaram a atenção:

Logo após a entrada de Love, o 4-2-3-1 teve Sornoza ao lado de Urso, e o atacante por dentro, jogando atrás de Gustagol, com Pedrinho e Clayson abertos;
No segundo tempo, Love passou para o lado direito, com Pedrinho por dentro, armando e ficando mais perto do gol – teve uma boa finalização de fora da área;
No fim, com o jogo empatado em 2 a 2, Boselli entrou e deixou o Timão com três homens de área. Love, de novo, buscou jogo no meio-campo enquanto o argentino e Gustagol jogavam adiantados.

O volume de jogo chamou a atenção, ressalte-se, claro, o nível técnico do adversário e a desvantagem no placar que fez o Corinthians pressionar o tempo inteiro: foram 30 finalizações, 71% de posse de bola e 459 passes certos trocados. O Avenida finalizou seis vezes e só trocou 116 passes.


Aos poucos, o Corinthians ganha forma. Notícia importante às vésperas de outro jogo decisivo, contra o Racing, quarta que vem, na Argentina, pela Sul-Americana. Se no ataque as variações e mudanças de peças funcionaram, por que não tentar o mesmo na "cozinha"? Com uma defesa forte, o Timão passa a ser perigoso de verdade. Como se acostumou a ser na última década.

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