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8 Abr 2019 - 10:30

Setor de serviços emprega 74 mil pessoas e produz 50% da riqueza da Capital

Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 22 bilhões, a Cuiabá que comemora seus 300 anos hoje, é a cidade dos serviços. O setor representa 55,9% da produção econômica da Capital e emprega 74 mil pessoas, sendo com isso o principal segmento a frente da indústria, agropecuária e demais tipos de ocupações e atividades produtivas.

Em um universo de 607 mil habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12% da população está empregada em empresas prestadoras de serviços como educação, bares, restaurantes, hospedagem, transporte, imobiliário, hospitalares entre outros.

Considerando o PIB, que é a soma do valor agregado gerado pela produção econômica, dos R$ 22 bilhões produzidos em Cuiabá, R$ 12,3 bilhões provêm dos serviços prestados na cidade. Para o economista Vivaldo Lopes essa é uma perspectiva positiva.

“As cidades que possuem economia mais desenvolvida são aquelas na qual o setor de serviços tem maior participação no PIB. Cuiabá tem esse perfil também. É positivo porque Cuiabá não tem vocação agropecuária, não tem terras e nem histórico de produção agropecuária para competir com cidades como Sinop, Sorriso e Lucas”, explica Vivaldo.

O economista aponta que em razão dessas características, a tendência da Capital é se fortalecer nos setores de serviço, comércio, atacado e varejo, ampliando a oferta dessas pelas próximas décadas. “Cuiabá deverá atrair mais investimentos nestes segmentos pelos próximos anos”.

Para o consultor tributário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio), Múcio Ribas, o setor de serviço passa por um momento positivo em Cuiabá. “A expectativa de crescimento nos últimos meses têm sido muito positivas, primeiro porque revela o aumento da oferta de emprego, uma perspectiva positiva dos empresários do setor”.

Múcio aponta que apesar de Cuiabá seguir a mesma tendência das grandes capitais, que possuem expertise na prestação de serviço, ainda existe grande demanda pela oferta de serviços de tecnologia. “Nós começamos a receber as universidades na linha de tecnologia, o governo do Estado está implantando o Parque Tecnológico, e tudo isso gera uma expectativa muito grande nesta área”, aponta Múcio.

Ao final de 2018, em cada 100 pessoas que estavam empregadas em Cuiabá, 25 trabalhavam no setor de serviços, conforme último levantamento do Pnad Contínua, que é a Pesquisa Nacional de Amostra dos Domicílios, divulgada trimestralmente pelo IBGE com dados dos Estados e Capitais.

Em Cuiabá, dos 607 mil habitantes, 294 mil ou 48,4% da população é formada por trabalhadores. Deste universo, 44 mil são profissionais das ciências intelectuais, o que inclui professores, comunicadores, pesquisadores, advogados entre outras carreiras. Outras 26 mil pessoas atuam em áreas técnicas de nível médio.

Segundo a pesquisa do IBGE, aproximadamente 33 mil cuiabanos atuam como apoio administrativo. Na agropecuária, o que inclui pesca, na classificação do instituto, apenas 4 mil cuiabanos possuem essa profissão. No setor de construção civil e mecânicas, são 40 mil trabalhadores. E cerca de 5 mil militares atuam em Cuiabá, entre exército, polícia militar, corpo de bombeiro e outras categorias de policiais.

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