Imprimir

Imprimir Notícia

25 Mai 2019 - 15:00

Janaina: “Pleito é legítimo, mas não é a melhor hora para greve”

A presidente em exercício da Assembleia Legislativa Janaina Riva (MDB) afirmou não considerar que este seja o melhor momento para os profissionais da Educação deflagrem um movimento grevista.

 

A categoria decidiu paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (27). Eles afirmam que o movimento é resultado das ações do Governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da lei que prevê a dobra do poder de compra nos salários dos professores.


 

“O movimento é legitimo, mas na minha opinião não é o melhor momento para uma greve. Lá atrás, quando houve greve no governo Pedro Taques, ele disse que não daria aumento, depois recuou e, ao final, juntou a ira dos servidores e não conseguiu resolver o problema do Estado”, disse ela, em entrevista a TV Band.

Na avaliação da deputada, se for necessário, é plausível que o governador Mauro Mendes (DEM) tome uma medida considerada “amarga” neste momento de modo a ter condições de pagar os reajustes de servidores no próximo ano.

 

Todavia, segundo Janaina, se o governador entender que mesmo a partir de 2020 não conseguirá cumprir as legislações vigentes no Estado e que garantem os reajustes aos servidores, há que se fazer um debate em torno da revogação dessas leis.

 

“Já disse ao governador que considero legítimo o movimento dos servidores, até porque o não cumprimento efetivo da lei é preocupante porque abre precedente para o futuro. Se existe lei aprovada, temos que discutir as leis que estão ali postas. Tanto a que trata de RGA e a da dobra de compra dos professores. Enquanto houver lei que dê respaldo, não tem como dizer que movimento não é legítimo”, disse ela.

 

“Se for pra tomar uma medida amarga igual a que o Mauro está fazendo e ser talvez possível o Estado, no ano que vem, estar em condições melhores, atender as leis, ok. Se não conseguir atender, vai ter que revogar. E para isso vai ter que enfrentar o debate. Não dá para fugir do debate”, concluiu a deputada.

Imprimir