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18 Jun 2019 - 15:59

Vinte escolas encerram greve; menos da metade está parada

Vinte escolas decidiram retornar às atividades nos últimos cinco dias, parcial ou integralmente. Um levantamento, ao qual o MidiaNews obteve acesso, mostra que, até a última quinta-feira (13), 376 escolas estavam em greve. Nesta terça-feira (18), há 356 unidades paradas.

 

Ao todo, 346 escolas estão com as atividades normais. Na semana passada, eram 333. Já 65 unidades estão parcialmente funcionando. Antes, eram 58. Desta forma, são 411 escolas em atividades, o que representa 53,58%. No dia 13, eram 50,98%.


 

As unidades em greve representam 46,41%. Na semana passada, eram 49,02%.

 

Segundo o Governo do Estado, Mato Grosso possui 767 unidades escolares.

 

Os servidores da Educação estão parados desde o dia 27 de maio e exigem, entre outras coisas, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da lei da dobra salarial (aprovada em 2013), que dá direito a 7,69% a mais na remuneração, anualmente, durante 10 anos. 

 

Em nota, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que acreditar que a desmobilização é resultado da “sensibilidade dos professores”, que, segundo ele, conseguiram compreender a impossibilidade de o Estado conceder reajuste em razão da crise e dos impedimentos judiciais.

 Outro fator determinante, na avaliação do Estado, foram três decisões judiciais seguidas.

 

Uma delas confirmou o dever do Estado de proceder ao corte de ponto dos grevistas; a segunda determinou que o Sindicato dos  dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT) arque com as despesas adicionais do transporte escolar; e a terceira proibiu o sindicato de impedir que alunos e professores entrem nas escolas.

 

Reunião com deputados

 

Na segunda-feira (17), Mendes se encontrou com deputados estaduais para discutirem propostas que visam dar fim à greve dos professores estaduais.

 

Entretanto, o democrata não acatou a nenhuma das três sugestões propostas por parlamentares.

 

Conforme a deputada Janaina Riva (MDB), o governador alegou que elas ferem uma das suas promessas de campanha, que é de não deixar dívida para outros Governos. 

 

“O governador não tem uma proposta para a greve. Nós insistimos em alguns pontos, mas entendo também que, na posição do governador, nada mudou desde o início da greve até agora. Ele tem obtido êxito da Justiça e a proposta, pelo que eu pude ver hoje na reunião, não deve vir do Governo do Estado”, disse a deputada.

 

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