Imprimir

Imprimir Notícia

25 Jun 2019 - 16:20

Servidores da Educação radicalizam e bloqueiam trecho da BR-364

Cerca de 100 profissionais da rede pública de ensino de Mato Grosso bloquearam, na manhã desta terça-feira (25), um trecho da BR-364, em Cuiabá.

 

O ato foi organizado pela subsede Cuiabá do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

 

De acordo com a concessionária Rota do Oeste, que administra a rodovia, o bloqueio foi realizado no km 394, próximo à Sinuelo, e o tráfego está funcionando no esquema "Pare e Siga", com apoio de equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

A pista foi bloqueada por 15 minutos e liberada pelo mesmo período de tempo.

 

Ao MidiaNews, o presidente do Sintep, Valdeir Pereira, informou que o protesto na rodovia é mais uma tentativa de chamar a atenção do Governo.

 

“O Governo precisa apresentar propostas, porque conversa por conversa não resolve. O principal ponto é chamar a atenção do Governo. Essa paralisação que acontece agora é uma advertência de como ele tem tratado os trabalhadores da Educação. Além disso, a categoria está com os pontos cortados e o Governo não tem se direcionado para atender a pauta da categoria. Então, esse bloqueio é uma advertência da necessidade de avançar nas negociações”, explicou.


 O protesto da categoria na BR-364 prosseguiu até às 11h. 

 

Greve mantida

 

Os profissionais da Educação da rede pública, que paralisaram às atividades desde o dia 27 de maio, decidiram por manter a greve durante uma assembleia geral no início da tarde desta segunda-feira (24), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

 

Levantamento do MidiaNews, divulgado nesta segunda-feira, mostra que 54,89% das 767 unidades escolares do Estado estão em atividades integral ou parcialmente. Já 45,11% das escolas estão, ainda, em greve.

 

A assembleia geral ainda aprovou a participação na audiência de conciliação com o governador a pedido da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

 

De mãos atadas

 

O governador Mauro Mendes afirmou que não poderá atender às exigências dos profissionais, porque o Estado enfrenta “uma dura realidade financeira”. Ele disse que não irá prometer reajustes que não poderá cumprir.

 

“Nós estamos, em qualquer diálogo que formos convidados, dispostos a conversar. Mas entendemos que poderemos fazer qualquer tipo de alteração na nossa conduta quando o Estado recuperar o limite de 49% em gasto com pessoal”.

 

Imprimir