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28 Jun 2019 - 09:00

Nos pênaltis, Brasil exorciza fantasma paraguaio e está na semifinal da Copa América

Foi no sufoco, mas o Brasil, apesar da atuação apática durante 97 minutos, enfim, superou seu carrasco na Copa América. Mesmo assombrado novamente pelo fantasma da decisão por pênaltis, exorcizou as derrotas em 2011 e 2015, venceu o Paraguai por 4 a 3, após 0 a 0 com a bola rolando na Arena do Grêmio, e está na semifinal da competição (pegará Argentina ou Venezuela, terça-feira, no Mineirão).

Não bastasse Richarlison com cachumba, o Brasil quase teve um desfalque de última hora: Allan, que entrou na vaga de Casemiro, suspenso, escorregou na entrada do túnel do vestiário, após o aquecimento, e bateu a cabeça no chão. Um susto que obrigaria Tite a mudar o esquema tático, já que Fernandinho, lesionado, não teria como jogar.

Mas foi com Allan de faixa na cabeça que a Seleção começou o jogo. E foi surpreendida pela postura ofensiva do adversário. Mesmo timidamente, o Paraguai ensaiou uma pressão. Foi o suficiente para conter o ímpeto dos comandados de Tite, que, nervosos, erravam passes e não conseguiam impôr ritmo à partida. Muito menos criar uma chance clara de gol.

Feito que o Paraguai conseguiu aos 28 minutos. A defesa brasileira errou na marcação, Arzamendia cruzou da esquerda e Derli obrigou Alisson a fazer milagre. Uma resposta efetiva do Brasil só veio aos 40: Filipe Luís deu belo passe para um apagado Philippe Coutinho chutar nas mãos de Gatito Fernández. A incompetência do Brasil resultou em vaias da torcida ao fim do primeiro tempo.

Foi com Alex Sandro na vaga de Filipe Luis que o Brasil voltou para o segundo tempo. A alteração de Tite não melhorou o desempenho da Seleção, que, aos 8, viu o Árbitro de Vídeo entrar em ação após pênalti marcado por Roberto Tobar em Firmino — o colombiano consultou o VAR e deu falta fora da área. Após oito minutos de paralisação, Daniel Alves cobrou para fora.

Nem com um homem a mais (Balbuena foi expulso pela falta em Firmino) o Brasil foi mais ofensivo. O Paraguai ainda adotou uma tática defensiva, mas a Seleção não teve talento e competência para chegar à vitória. Afobada, criou algumas chances de gol (Willian mandou bola na trave), mas teve que decidir a vaga nas penalidades. Sorte que Alisson pegou a cobrança de Gustavo Gómez e Derlis González chutou para fora (Firmino também), enquanto Willian, Marquinhos, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus garantiram a vaga.

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