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15 Nov 2019 - 09:35

Safra de soja inicia com desafio de controlar o percevejo

O período é de expectativa. Está vindo aí mais uma safra de soja com a esperança de altas produtividades, mas também cheia de desafios que se impõem a cada novo ciclo. Entre eles, uma praga conhecida nas lavouras: o percevejo.

Capaz de causar perdas de produtividade de até 30% com prejuízos irreparáveis aos produtores rurais, a praga pode ser controlada de forma menos complicada se o produtor rural seguir as orientações técnicas recomendadas. Uma delas é a utilização de um inseticida com efeito de choque e residual, além de um amplo espectro de ação.

Efeito de choque

O efeito de choque acontece por meio de ingredientes como o tiametoxam e a lambda-cialotrina. Eles agem através da hiperexcitação do sistema nervoso dos insetos, estimulando continuamente os impulsos elétricos dos neurônios. É tão eficiente no controle dos percevejos que, se aplicado corretamente, é capaz de controlar mais de 95% dos percevejos em uma hora.

Residual

A aplicação de um produto eficiente, com efeito de choque e residual é fundamental para um bom manejo do percevejo e evitar perdas. O sucesso do defensivo depende muito da aderência do produto às plantas. Quanto maior a aderência do inseticida, menor será a possibilidade de ele ser lavado pelas chuvas. Inevitavelmente, o tempo de controle de ninfas e adultos será muito maior.

Um dos fatores de sucesso no controle de percevejo refere-se a produtos que tenham a capacidade de uma melhor cobertura na aplicação (maior superfície de contato), gerando maior aderência nas plantas e nos insetos atingidos diretamente (nos micropelos, antenas, etc). Vale ressaltar que o maior tipo de contaminação dos insetos pelos inseticidas se dá de modo tarsal, quando os insetos caminham sobre as plantas. Ou seja, quanto mais a substância aderir às folhas da soja, maior a probabilidade de um controle efetivo.

Amplo espectro de ação

Produtos que têm um amplo espectro de ação são capazes de controlar várias espécies de percevejos, entre outras pragas, ao mesmo tempo. Além disso, são flexíveis em relação aos diferentes cultivos. Por esse motivo, eles se adaptam muito bem em propriedades onde a rotação de culturas se faz presente. Nesses casos, o defensivo age com muita eficácia não só no controle do percevejo, mas contra as principais pragas sugadoras da soja.

A utilização de um produto que reúna todas essas características é o primeiro passo para evitar esse inimigo indesejado, que, em alta pressão, pode inviabilizar completamente os grãos, já que diminui o potencial de desenvolvimento e o vigor das plantas. O segundo passo é o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Manejo Integrado de Pragas

O controle total do percevejo, segundo especialistas, passa também pelo Manejo Integrado de Pragas. Uma prática que, dependendo da tomada de decisão, feita sempre mediante monitoramento constante da lavoura, pode utilizar diversas ferramentas, desde agroquímicos, agentes biológicos e até variedades de plantas, dependendo da estratégia escolhida para combater o invasor.

É o Manejo Integrado de Pragas que vai apontar a real necessidade de utilização de defensivos e qual o inseticida mais indicado para atuar no combate de percevejos adultos e ninfas. Por isso, a prática do MIP é essencial na escolha do produto mais confiável e eficaz. É a combinação dos dois que vai trazer ganhos significativos para a produtividade da lavoura de soja. Ganhos que fazem toda a diferença ao final de uma safra.

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