Mato Grosso

Quinta-feira, 5 de março de 2026
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Artigos Mauro Condé

Você sabe qual é o jeito mais inteligente de reencontrar quem fomos?

Foto: Reprodução

“Não deixe para depois as conversas que precisam acontecer agora ... a vida não avisa quando está virando a página e ... o amor que não é dito vira silêncio pesado demais para carregar”.

Naquela manhã ... numa pequena cidade litorânea ... onde as tardes se acumulavam como poeira sobre os móveis ... uma professora caminhava entre salas vazias sentindo que sua própria vida havia sido arquivada em silêncio.

Ao recolher livros esquecidos ... abriu um deles sem intenção grandiosa ... apenas para respirar.

No meio daquelas páginas se lembrou de seus medos ... seus arrependimentos ... a juventude que julgava perdida e a delicadeza que ainda resistia.

Percebeu que não era tarde ... o tempo não a havia traído ... apenas aguardava sua decisão.

Voltou à vida diferente ... menos preocupada em cumprir programas ... mais disposta a acender almas.

Descobriu que ensinar era também aprender a amar o que restou e a escrever ... com coragem os capítulos que ainda estavam por nascer.

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento usando como meio de transporte excelentes filmes disponíveis no streaming da Amazon.

Eles me levaram para uma tradicional área pesqueira da ilha de Santa Catarina ... no sul do Brasil ... onde fui recebido por Ana Catarina ... a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

- Desapegue de tudo o que já cumpriu sua função ... pessoas ... culpas ... sonhos antigos ... escolha o que realmente importa e vale guardar no coração.

Ana é a protagonista do filme “Livros Restantes” interpretada por Denise Fraga ... leitora voraz de livros e de histórias.

Prestes a se mudar para Portugal ... essa professora de literatura ... decide revisitar o próprio passado e devolver pessoalmente seus últimos cinco livros aos amigos que os deram de presente ... cada um com uma dedicatória especial.

Aos poucos descobre no ato de recordar o alívio que se reconciliar com suas próprias feridas proporciona.

Um belo filme que ensina que amadurecer é ter coragem de revisar as próprias narrativas antes que a vida as revise por nós

Que não são os fatos que nos aprisionam ... mas os significados que damos a eles ... e que a finitude é convite à presença.

Viver é devolver as narrativas que já não nos servem e escolher ... com lucidez e ternura ... a verdade que queremos experimentar.

Mauro Condé

Mauro Condé
Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.
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