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Terça-feira, 21 de julho de 2026
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Terceiro fugitivo da PCE é recapturado escondido em acampamento do MST

Eurípedes de Morais Corrêa cumpre pena por homicídio na ala psiquiátrica, e, no último domingo (13) fugiu em companhia de outros três presos

 Os agentes da Penitenciária Central do Estado (PCE) recapturaram na noite desta segunda-feira (14) o terceiro foragido da unidade, Eurípedes de Morais Corrêa. De acordo com o presidente do Sindicado dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen/MT), João Batista, o fugitivo estava escondido em um acampamento do Movimento dos Sem Terra (MST), no município de Jangada, a 76 km de Cuiabá.

Ainda conforme João Batista, a recondução de Eurípedes à PCE aconteceu depois de a investigação feita pela Gerência de Inteligência Penitenciária revelar o paradeiro do foragido. Por volta das 21h desta segunda, uma equipe de agentes da PCE foi até o local para fazer a prisão.

De acordo com o sindicalista, a investigação feita por agentes é permitida de acordo com o artigo 8, da Lei Complementar 3.891, que permite à categoria a auxiliar as autoridades na recaptura de fugitivos.

Eurípedes de Morais Corrêa cumpre pena por homicídio na ala psiquiátrica, e, no último domingo (13) fugiu em companhia de outros três presos, Claudecir Ferreira Aguilar e Adilson Pereira, já reconduzidos à unidade prisional.

Sistema fragilizado

No dia da fuga dos três presos, o Oficial de área do 24º Batalhão da Polícia Militar informou que os condenados escaparam pela porta da frente da Penitenciária Central do Estado, na manhã do dia 13, depois de um agente penitenciário ter esquecido o portão da ala psiquiátrica aberta e ter se ausentado do local.

Porém, o presidente do sindicato afirmou que os condenados não escaparam da pela porta da frente e sim por um buraco no telhado e atribuiu a fuga à fragilidade do sistema carcerário do estado. “Por ser uma ala médica, ela própria não possui tanta segurança e os três aproveitaram para escapar por um freta que existia no telhado e pularam os muros”, descreveu João Batista.

Segundo ele, não apenas a unidade está sucateada como também metade de todos os presídios encontram-se parcial ou totalmente interditado. “Para este ano existe a promessa de que R$ 8 milhões de investimentos, mas, por ser ano eleitoral, acredito que nem metade desse valor deve ser aplicado”, prevê o sindicalista.
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