Agência Da Notícias
08/10/2025 - 14:42
A crise financeira que atinge os Correios se agravou nos últimos meses e deve exigir um aporte bilionário do Tesouro Nacional para evitar o colapso da estatal. A empresa calcula que precisará de R$ 2 bilhões ainda neste ano e R$ 5 bilhões em 2026 para reequilibrar as contas e garantir fôlego para honrar compromissos com o sistema financeiro.
Diante do cenário delicado, o governo federal confirmou a nomeação de Emmanoel Schmidt Rondon como novo presidente da companhia. A escolha foi aprovada pelo Conselho de Administração e marca o início de uma nova etapa na tentativa de reestruturação da empresa. Rondon substitui Fabiano Silva dos Santos, que estava de saída desde o início de julho.
Segundo fontes ligadas ao Ministério das Comunicações, o novo comando deve apresentar, nas próximas semanas, um plano de ação voltado à recuperação operacional e financeira dos Correios. O foco será reduzir custos, otimizar serviços e buscar alternativas de receita, incluindo possíveis parcerias com o setor privado.
Os desafios são grandes: a estatal enfrenta queda nas receitas, forte concorrência no setor de entregas e aumento de despesas, além da necessidade de modernização tecnológica.
O governo considera o caso dos Correios estratégico, já que a empresa ainda é responsável por manter o serviço postal em todo o território nacional, incluindo regiões de difícil acesso onde a iniciativa privada não atua.
A expectativa é que, sob a gestão de Rondon, os Correios consigam reverter o quadro de prejuízos e recuperar a confiança do mercado e da população nos próximos anos.
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