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Cuba confirma negociações com os Estados Unidos em meio à crise econômica

Ditador Miguel Díaz-Canel admite conversas com representantes do governo de Donald Trump para tentar reduzir tensões entre Havana e Washington.

Portal Agência Da Notícia com CONEXÃO POLÍTICA

13/03/2026 - 14:27

Cuba confirma negociações com os Estados Unidos em meio à crise econômica

Foto: CONEXÃO POLÍTICA

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira (13) que autoridades do regime iniciaram conversas com representantes do governo dos Estados Unidos. A declaração ocorre após meses de tensão entre Havana e Washington e em meio à crise econômica que atinge a ilha caribenha.

A informação foi divulgada em vídeo transmitido pela televisão estatal cubana pouco antes de Díaz-Canel conceder declarações à imprensa local. No pronunciamento, o líder do regime afirmou que as tratativas procuram lidar com divergências existentes entre os dois países.

“Essas conversas têm como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações”, disse.

A fala pública marca a primeira confirmação oficial do regime cubano sobre contatos diretos com representantes dos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha afirmando reiteradamente que autoridades norte-americanas já mantinham tratativas com integrantes do governo de Havana.

Até então, o regime havia rejeitado a existência de encontros formais, embora não tenha desmentido relatos da imprensa internacional sobre contatos reservados envolvendo integrantes da família Castro.

O pronunciamento de Díaz-Canel foi apresentado como continuação de um evento realizado em 5 de fevereiro, quando o ditador alertou sobre o agravamento da crise econômica no país.

Na ocasião, ele afirmou que a situação poderia exigir “medidas extremas”. A economia cubana enfrenta dificuldades associadas à escassez de combustível, apagões frequentes e limitações no fornecimento de bens básicos.

O regime atribui parte dessas dificuldades às medidas adotadas pelo presidente Trump, que determinou bloqueio ao fornecimento de petróleo para Cuba.

Díaz-Canel afirmou que conduziu as conversas pelo lado cubano junto com o ditador aposentado Raúl Castro e outras autoridades do Partido Comunista e do governo.

Raúl Castro, que tem 94 anos, deixou formalmente a presidência, mas continua a exercer influência nas decisões políticas do regime.
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