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“Barra do Garças não pode arcar com a saúde de outros municípios”, diz prefeito após reunião com Consórcio de Saúde

Dr. Adilson se reuniu com gestores de cidades vizinhas para buscar soluções sobre o financiamento da saúde e a regionalização do serviço em Barra do Garças

Agência da Notícia com assessoria

17/03/2026 - 17:25

“Barra do Garças não pode arcar com a saúde de outros municípios”, diz prefeito após reunião com Consórcio de Saúde

Foto: Assessoria

O prefeito Dr. Adilson Gonçalves se reuniu, nesta sexta-feira (13), com prefeitos de cidades vizinhas, pertencentes ao Consorcio Intermunicipal de Saúde Garças Araguaia, para discutir o financiamento da saúde na região do entorno de Barra do Garças. O gestor apresentou os números do custeio dos serviços no município, mostrando que Barra atende a região, mas recebe recursos como um sistema municipal.

Em coletiva de imprensa, Dr. Adilson reforçou que “o município de Barra do Garças não pode continuar tirando da sua receita própria para arcar com a saúde de outros municípios”. Segundo ele, a cidade recebe recursos insuficientes para a manutenção do Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Ao hospital, o repasse é de R$ 800 mil por mês, mas as despesas da unidade superam os R$ 3 milhões mensalmente. Já a UPA recebe R$ 500 mil e gasta cerca de R$ 1,3 milhões.

“Recebemos como um hospital municipal e atendemos como um hospital regional. Atendemos praticamente todos os municípios aqui do Vale do Araguaia, parte do estado de Goiás e os repasses estão sendo insuficiente”, afirma.

A reunião com os gestores de municípios vizinhos teve o objetivo de apresentar os números e buscar soluções em conjunto para a saúde de Barra do Garças e da região. A expectativa, agora, é unir forças para pressionar o Governo do Estado e o Governo Federal acerca do aumento dos repasses. Outra discussão em andamento é a construção de um Hospital Regional no município, voltado a atender os casos de encaminhamento oriundos das cidades da região.

“Nós sabemos que o SUS é universal, que a UPA tem porta aberta, ou seja, atende todos que chegam. Mas é uma despesa muito grande para um município e nós temos que trabalhar para diminuir esses impactos”, afirmou.
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