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REARRANJO PARA ELEIÇÕES:

Janela partidária provoca troca de legenda de 14 parlamentares e reorganiza cenário político em MT

Agência da Notícia com Leia Agora

07/04/2026 - 08:20

Janela partidária provoca troca de legenda de 14 parlamentares e reorganiza cenário político em MT

Foto: Reprodução

A janela partidária encerrada na última sexta-feira (3) provocou mudanças no quadro político de Mato Grosso, com a troca de legenda de pelo menos 14 parlamentares, sendo 10 deputados estaduais e quatro federais, e a reorganização de estratégias para as eleições de 2026, especialmente na formação de chapas e na busca por viabilidade eleitoral.

O quociente eleitoral tende a ser o fator que mais influencia as movimentações durante a janela partidária, sobretudo as disputas proporcionais. O cálculo sempre mexe no cenário: a escolha do partido deixa de ser apenas ideológica e passa a ser estratégica, já que estar em uma chapa com vários nomes “fortes” pode dificultar a eleição enquanto composições mais equilibradas aumentam as chances de conquistar uma vaga. E, neste ano, não foi diferente.

Na Assembleia Legislativa (ALMT), ao todo, dez deputados estaduais trocaram de partido, todos com foco na reeleição. O Podemos foi o partido que mais atraiu parlamentares, recebendo três nomes que estavam no PSB: Beto Dois a Um, Fábio Tardin e Max Russi.

A migração de Russi, atual presidente da Casa, é considerada um dos movimentos mais relevantes do período. Ele presidia o PSB em Mato Grosso até o ano passado e articulou sua saída para o Podemos, levando consigo um grupo de aliados e consolidando a formação de uma nova base dentro da sigla.Leia Também:  Vídeos | Boato de desabastecimento gera filas em postos e prefeitura suspende serviços em Água BoaO PSDB, partido que até alguns meses era subestimado para a disputa, também aparece como destino de novos filiados com a chegada de Juca do Guaraná, que deixou o MDB, e Chico Guarnieri, que estava no PRD.

Outras mudanças ocorreram de forma pontual, como a ida de Eduardo Botelho do União Brasil para o MDB, Elizeu Nascimento do PL para o Novo e Faissal Calil do Cidadania para o PL. O Republicanos também ampliou sua bancada, com as filiações de Paulo Araújo, que deixou o PP, e do deputado Dr. Eugênio, que saiu do PSB.

Parte dessas mudanças foi influenciada por articulações que não se concretizaram, como a tentativa frustrada de formação de uma chapa no PRD. Com o desmanche do grupo, parlamentares precisaram buscar novas siglas para viabilizar a reeleição.

Movimentos para aliviar chapas e absorver ex-PRD expõem tensão na base aliada

É o caso de Paulo Araújo, que acabou se filiando ao Republicanos após não conseguir avançar na composição com o PRD. Situação semelhante ocorreu com o deputado Dilmar Dal Bosco, que chegou a ser cotado para a sigla, mas permaneceu no União Brasil diante do enfraquecimento da chapa.Leia Também:  Mendes ‘jura’ não saber que seu chefe de gabinete seria presidente do DEM em CuiabáA reorganização também provocou ajustes internos em partidos. O deputado Eduardo Botelho deixou o União Brasil e migrou para o MDB, em um movimento que abriu espaço para acomodar outros nomes na sigla de origem, embora sua saída já fosse considerada anteriormente.

Outras articulações chegaram a ser discutidas, como a possibilidade de saída de Sebastião Rezende do União Brasil para viabilizar novas filiações, mas o deputado permaneceu no partido. Antes mesmo da abertura da janela, o deputado Nininho já havia deixado o PSD e se filiado ao Republicanos, antecipando seu reposicionamento.

Nomes do Congresso

Na bancada federal, as mudanças foram menos concentradas, mas também registraram trocas de legenda. Quatro deputados federais mudaram de partido, todos com foco na reeleição.

Nelson Barbudo deixou o PL e se filiou ao Podemos, enquanto Coronel Assis saiu do União Brasil para ingressar no PL. Já Emanuelzinho trocou o MDB pelo PSD e Juarez Costa deixou o MDB para se filiar ao Republicanos.

Outras mudanças chegaram a ser avaliadas, mas não avançaram. É o caso dos deputados Fábio e Gisela, que consideraram deixar o União Brasil, mas permaneceram na sigla.
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