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Ataques em Brasília:

Moraes mantém preso mato-grossense acusado de colocar bomba perto de aeroporto

Agência da Notícia com Repórter MT

08/04/2026 - 14:55

Moraes mantém preso mato-grossense acusado de colocar bomba perto de aeroporto

Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou mais um pedido de soltura do mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de instalar uma bomba em um caminhão de combustível que estava próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022, como protesto contra o resultado da eleição que definiu Lula (PT) como presidente. Ele está preso desde junho de 2025.

Para mantê-lo na cadeia, Moraes destacou que não há motivos para conceder a liberdade e que a soltura do acusado pode colocar em risco a ordem pública e o andamento do processo.

“Efetivamente, portanto, destaca-se a necessidade de resguardar a ordem pública e da instrução criminal, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar”, diz trecho da decisão proferida no último dia 30 de março.

Alan Diego foi alvo das operações Lesa Pátria e Nero, assim como Wellington Macedo de Souza e George Washington de Oliveira Sousa. Os três respondem pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo, observadas as regras de concurso de pessoas.

De acordo com a denúncia da PGR, no dia 12 de dezembro de 2022, Alan estava no banco do carona de um carro. Em determinado momento, o veículo parou e ele colocou uma bomba no eixo esquerdo de um caminhão-tanque carregado de combustível, que estava nas proximidades do aeroporto.

Em seguida, ele fez duas ligações de um orelhão.

No dia 18 de junho do ano passado, a PGR ofereceu denúncia contra ele e, no dia 26 do mesmo mês, ele foi preso.

Em julho do ano passado, Alan Diego teve o primeiro recurso negado pelo ministro. Em setembro, apresentou novo pedido de revogação da prisão, que também foi negado. As derrotas, somadas à decisão do último dia 30, totalizam três tentativas frustradas de obter liberdade.
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