Uma sindicância interna do Banco Central do Brasil concluiu que o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, recebeu cerca de R$ 4 milhões por meio de contratos considerados simulados com a empresa Varajo Consultoria.
A consultoria é ligada ao advogado Leonardo Palhares, apontado em investigações como operador associado ao grupo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a apuração, os contratos teriam sido utilizados para dar aparência formal a pagamentos que são tratados pela investigação como possível propina. O relatório interno aponta ausência de lastro técnico, questiona a capacidade operacional da empresa e afirma que um dos estudos apresentados não justificaria os valores milionários pagos.
O caso amplia a crise envolvendo o Banco Master, ao se somar a outras frentes de investigação sobre a relação do grupo com ex-integrantes do Banco Central.
Reportagem do O Estado de S. Paulo, publicada na sexta-feira (10), também aponta que um ex-diretor de Fiscalização do banco teria recebido cerca de R$ 8 milhões, segundo fontes que acompanham o caso.
A agência Reuters já havia informado, no mês anterior, que Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza deixaram seus cargos durante o andamento da apuração interna.