A perseguição contra o senador Flávio Bolsonaro ganhou um novo capítulo que escancara, segundo críticos, a face de uma suposta restrição às liberdades no Brasil: calar a oposição de todas as formas possíveis. Ao abrir o inquérito Pet 15.648, o ministro Alexandre de Moraes ignora, na visão de aliados, a imunidade parlamentar para punir uma simples postagem na rede social X.
Essa movimentação coordenada entre Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal, ainda segundo essa interpretação, indicaria que o sistema não aceita ser questionado. Para esses críticos, não se trata de apurar crimes, mas de criar um cerco jurídico para conter a atuação de Flávio Bolsonaro.
O uso da máquina estatal para intimidar adversários políticos, nessa leitura, estaria se tornando recorrente, colocando a liberdade de expressão como alvo direto de quem detém poder institucional. O objetivo, segundo essa linha de análise, seria isolar e enfraquecer a direita no Brasil.