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Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Polêmica:

Trabalho de Branco": Vereador em MT pede desculpas após fala racista na Câmara; vídeo

​O parlamentar alegou ser uma "pessoa simples" e justificou o uso da expressão por costume antigo; o caso gerou forte repercussão negativa nas redes sociais.

Trabalho de Branco

Foto: Reprodução/ Instagram

O vereador de Nobres (MT), conhecido popularmente como Gauchinho, publicou um vídeo oficial de retratação após utilizar uma expressão de cunho racista durante sessão plenária na Câmara Municipal. Na ocasião, o parlamentar referiu-se a uma obra pública como "trabalho de branco", termo historicamente carregado de preconceito por sugerir que apenas pessoas brancas realizariam serviços de qualidade.

​A Polêmica

​A fala ocorreu durante o uso da tribuna, enquanto o vereador comentava sobre melhorias nas estradas da região de Alto Bela Vista e Bom Jardim. Ao elogiar a execução do serviço, Gauchinho disparou: "Um serviço de primeira, um trabalho de branco mesmo".
​O vídeo da sessão rapidamente viralizou, despertando críticas de movimentos sociais e internautas, que apontaram o caráter discriminatório da linguagem utilizada pelo representante público.

​O Pedido de Desculpas

​Em sua defesa, o vereador gravou um pronunciamento afirmando ter sido "infeliz" em suas palavras. Ele atribuiu o erro ao seu histórico pessoal e à falta de adaptação aos termos atuais: confira abaixo o vídeo publicado pela Tv Toninho de Souza.

​"Eu venho aqui me retratar. Sou uma pessoa do sítio, uma pessoa simples. Antigamente falava-se muito essa palavra, mas hoje em dia não pode falar. Infelizmente fui infeliz na minha fala e quero pedir desculpa", declarou o parlamentar.
​Gauchinho ainda tentou afastar as acusações de racismo mencionando sua origem familiar, destacando que seu pai e sua irmã são negros.

​Contexto

​Expressões como "serviço de branco" ou "trabalho de preto" são combatidas por especialistas e historiadores por reforçarem estereótipos raciais e a ideia de superioridade de um grupo sobre o outro. No Brasil, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível, e o uso de termos ofensivos em espaços de poder, como Câmaras Municipais, tem sido alvo de crescente fiscalização por parte dos conselhos de ética.
​A Câmara Municipal de Nobres ainda não se manifestou oficialmente sobre a abertura de qualquer processo administrativo para investigar a conduta do vereador.
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